Descrição de chapéu Brasil que dá certo

Aumenta oferta de aplicativos que simplificam investimento

ALESSANDRA MILANEZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os aplicativos são a aposta de grandes bancos, corretoras e start-ups do setor para tornar os investimentos mais simples e rápidos.

Uma das novidades no setor é o Warren, uma plataforma de investimento criada por ex-sócios da casa de investimento XP.

Com poucas perguntas e linguagem mais leve e informal, o aplicativo traça o perfil do investidor e o ajuda a escolher seus objetivos, que podem variar de uma reserva de emergência à garantia de uma renda mensal no futuro.

A plataforma, criada em 2016, já tem cerca de 25 mil clientes e R$ 130 milhões de ativos sob gestão.

"Nossa meta para 2018 é chegar ao primeiro bilhão", afirma Tito Gusmão, 38, fundador da Warren.

Outra simplificação na Warren está na tarifa cobrada: seja qual for o perfil do investimento, o cliente pagará 0,8% ao ano sobre o valor.

A Easynvest, corretora independente, lançou há três anos um aplicativo voltado para renda fixa.

Crédito: Marcelo Justo/Folhapress
Gustavo Bittencourt, gerente de desenvolvimento de produto da corretora Easynvest

Um dos principais pontos de atenção foi o cadastro, que, por exigência dos órgãos reguladores dos mercados de capitais, demanda uma grande quantidade de informações do cliente.

"Sabemos que o cadastro não é trivial para o cliente, por isso simplificamos ao máximo o início da jornada. Buscamos referências em outros setores fora do universo de finanças, como a Netflix, agrupamos os investimentos ideais para quem está começando, para quem está pensando na aposentadoria e separamos bem os ambientes de acompanhamento e de transação", conta Gustavo Bittencourt, 30, gerente de desenvolvimento de produto.
Com 240 mil clientes ativos, Bittencourt diz que o aplicativo e o portal na internet já registram números semelhantes de acesso -mas, para transações, o portal ainda é mais relevante. "Existem perfis de usuários. Nos públicos mais jovens, por exemplo, muita gente nem acessa o portal", afirma.

Os grandes bancos também se movimentam para permitir o investimento pelo smartphone.

No Itaú, as aplicações pelo aplicativo vêm ganhando espaço. Em 2017, o banco contabilizou 25 milhões de aplicações em seu portfólio de investimentos, dos quais 5% foram feitos pelo aplicativo mobile. No ano anterior, essa taxa foi de 2%.

Renato Mansur, superintendente de produtos de investimento da entidade, explica que o desafio era conseguir colocar dentro da versão mobile os dados que o cliente busca para investir.

"Deixamos as informações em camadas, para que o cliente consiga se aprofundar nos temas que lhe interessam", explica Mansur.

O Banco do Brasil, por sua vez, conta com um aplicativo exclusivo para investimentos, o Investimentos Banco do Brasil, que embute um home broker pelo qual é possível negociar ações e demais produtos de bolsa de valores, investir em ouro e em Tesouro Direto.

"Nas próximas semanas vamos disponibilizar também fundos de investimento e títulos privados", afirma Rodrigo Ayub, gerente executivo na Unidade Captação e Investimentos do BB.

COTAÇÕES

Quem busca informações sobre investimentos pode acompanhar todos os tipos de cotação e indicadores dos mercados nacionais e internacionais e fazer simulações por meio de aplicativos disponíveis gratuitamente para aparelhos iOs e Android.

Um dos mais completos, o Investing traz as variações dos principais índices de bolsas de valores do mundo, futuros de índices, cotações das ações em mais de 70 bolsas mundiais, preços de commodities, taxas de títulos, de câmbio e até os preços de todas as criptomoedas.

Já o aplicativo Renda Fixa permite pesquisar e comparar investimentos de renda fixa, incluindo Tesouro Direto, em diversas corretoras de valores do mercado.

É possível, por exemplo, checar o rendimento oferecido nos CBDs de diversas instituições, classificando a pesquisa por corretora, data de vencimento ou rentabilidade.

Para quem está planejando um financiamento, o Banco Central oferece a Calculadora do Cidadão, que mostra quanto será pago de juros.

A fisioterapeuta Paula Valadares, 45, financiou a compra de um carro em 24 meses. Deu R$ 20 mil de entrada e paga uma prestação de R$ 1.407,63. Só descobriu a taxa de juros que pagava no financiamento usando a Calculadora do Cidadão.

"Teria sido bem útil para comparar outras opções de financiamento", afirma Valadares.

Crédito: Editoria de Arte/Folhapress Na mão

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