Descrição de chapéu greve dos caminhoneiros

Cerca de 40% da frota de ônibus de SP não circula nesta quinta

Falta de combustível foi provocada por greve de caminhões, que está no 3º dia

São Paulo

​A Prefeitura de São Paulo informou que, devido à falta de combustível provocada pela greve nacional dos caminhoneiros, cerca de 40% da frota de ônibus da cidade não circula nesta quinta-feira (24).

​Em razão disso, o rodízio de veículos está suspenso nesta quinta.

Concessionárias relataram falta de combustível que deve afetar os bairros de Cachoeirinha, Pirituba, Perus, Morro Doce (zona norte), São Miguel Paulista, Cidade Carvalho, Ponte Rasa, Cidade Patriarca e Guaianases (zona leste), Varginha, Grajaú e Parelheiros (zona sul) e Morumbi e Butantã (zona oeste).

"Por enquanto, a frota que realiza a coleta de lixo na cidade não foi afetada, mas a persistir a greve, o serviço pode ficar comprometido a partir da sexta-feira", diz a nota da Prefeitura.

A SPUrbanuss, que representa as empresas de transporte coletivo de São Paulo, já havia afirmado na tarde desta quarta que oito das 14 concessionárias associadas ao sindicato podem ter que fazer remanejamentos para manter as operações normais nesta quinta (24), mas não teriam combustível já para sexta-feira (25).

As outras seis empresas ligadas ao sindicato teriam diesel apenas para até sexta, não podendo circular a partir de sábado (26) caso o abastecimento não seja normalizado, já que elas não recebem diesel desde o início da semana por conta da paralisação dos caminhoneiros, segundo o sindicato.

A SPTrans afirmou, em nota, que trabalha com as autoridades do setor de segurança para garantir a continuidade  do abastecimento. “A Diretoria de Operações intermediou ações junto ao comando da Polícia Militar para garantir a liberação dos caminhões de abastecimento a partir das refinarias até as garagens das empresas”, afirmou.

Segundo a SPUrbanuss, o sistema de ônibus da cidade de São Paulo consome diariamente 1,3 milhão de diesel para abastecer quase 14 mil ônibus, responsáveis pelo transporte de quase 6 milhões de passageiros. Além das 14 empresas representadas pelo sindicado, há outras 12 operando na capital paulista.

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