Ana Estela de Sousa Pinto Bruno Santos
São Paulo

Quando passa pela avenida Paulista, o corpo que move a cidade tem pernas, cérebros, olhos, nariz, bocas, muitos braços e, principalmente, mãos.

Foram elas as partes mais citadas por trabalhadores da cidade ouvidos pela Folha numa das vias mais movimentadas da capital paulista.

O corpo que move São Paulo nasceu aqui, mas também veio de longe. 

De 100 habitantes recenseados em 2010, um chegou de outro país —52 foram as nações citadas.
 Falamos de habitantes, porque nem só quem tem carteira assinada faz a cidade andar. Nem mesmo só quem tem um emprego.

A dona de casa, o filho que cuida dos pais, os avós  que olham a criança, voluntários e muitos outros fazem um trabalho ainda invisível para as estatísticas, mas com impacto real.

Dos 11,1 milhões de brasileiros que moravam na capital paulista, 22% vieram de outros estados, tendo à frente Bahia, Pernambuco e Minas Gerais.

São corpos que movem a saúde, a construção, escritórios, indústrias, lojas, o serviço público da cidade. 
Nessa reportagem fotográfica, a Folha monta um dos possíveis retratos deste Dia do Trabalho.

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