Comércio virtual será principal canal de vendas, diz Cultura após fechamento de unidades da Fnac

Lojas físicas vão se dedicar a marketing, relacionamento com consumidor e experiências

Loja da Fnac na avenida Paulista, em São Paulo - Rafael Hupsel - 01.jun.2009/Folhapress
Filipe Oliveira
São Paulo

Após fechar quase todas as unidades da rede Fnac no Brasil, a Livraria Cultura disse que o comércio virtual já é e deverá ganhar ainda mais espaço como principal canal de vendas da empresa.

Segundo a companhia, as lojas da rede estarão mais voltadas para o fortalecimento da marca, ações de marketing, engajamento com consumidor e relacionamento. 

Entre os exemplos de iniciativas nessa direção, a Cultura cita  a inauguração, junto a Faber Castell, de espaço de 900 m2, dedicado à inovação e criatividade, na Livraria Cultura do shopping Market Place (SP). Também com o objetivo de oferecer novas atrações nas lojas, foi fechada parceria com o restaurante Varanda Grill, marca que começa a aparecer nas lojas da rede em outubro. 

"São dois exemplos de que as nossas lojas irão cada vez mais aliar cultura, experiência e entretenimento", disse a Cultura em nota. 

Sobre o fechamento de lojas, a Livraria cultura diz que não serão mantidas unidades deficitárias.

"A Fnac francesa desistiu de atuar no Brasil no passado recente e o atual cenário de incertezas não nos permite fazer apostas arriscadas."

A operação brasileira da rede francesa foi comprada pela Cultura há pouco mais de um ano.

A Cultura diz que serão mantidas poucas e ótimas lojas, buscando oferecer um serviço impecável ao consumidor.

Para crescer no meio digital, a Cultura apostou na compra do site Estante Virtual em dezembro de 2017.

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