Governo adia leilão de distribuidora de energia do Amazonas

Adiamento ocorre após o Senado rejeita projeto sobre venda de distribuidoras da Eletrobras

Nicola Pamplona
Rio de Janeiro

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta terça (23) o adiamento do leilão da Amazonas Energia, distribuidora de eletricidade que vem sendo operada pela Eletrobras. 

A decisão se dá uma semana depois de derrota do governo em tentativa de aprovar lei que tornaria a empresa mais atrativa. O leilão, que estava marcado para o próximo dia 25, foi reagendado para 27 de novembro.

Com alto déficit financeiro e passivos bilionários, a Amazonas Energia é a mais problemática das seis distribuidoras de energia que estavam sob o controle da Eletrobras desde o fim do processo de privatização do setor, nos anos 1990.

 A estatal já conseguiu vender quatro delas, que operam no Piauí, em Roraima, em Rondônia e no Acre. A venda da Ceal, que abastece Alagoas, está travada por liminar no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na última terça-feira (16), o Senado derrubou projeto de lei que repassaria à conta de luz parte da dívida da companhia. O texto já havia sido aprovado na Câmara.

Sem essa solução, a avaliação é que dificilmente haveria investidores interessados em comprar a empresa.

A Eletrobras alega que vem tendo prejuízos com a operação das distribuidoras e já prorrogou algumas vezes o prazo para devolver a concessão ao governo - o que poderia provocar a interrupção dos serviços.

O prazo atual vai até dezembro deste ano. Para novo adiamento, é necessária convocação de assembleia de acionistas. ​​

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