Amazon abre em SP 1º centro de distribuição da América do Sul

Espaço conta com mais de 120 mil produtos, de 11 categorias diferentes

Paula Soprana
Cajamar (SP)

A gigante de comércio eletrônico Amazon inaugura nesta terça (22) seu primeiro centro de distribuição direta de produtos da América do Sul. Localizado em Cajamar, a 45 quilômetros de São Paulo, o armazém de 47 mil metros quadrados passa a integrar o portfólio dos mais de 175 “Fulfillment by Amazon”, como são chamados os depósitos da empresa no mundo.  

Mais de 120 mil produtos já estão estocados em Cajamar, número que deve aumentar de forma gradativa conforme a demanda. Clientes poderão adquirir itens de 11 categorias de consumo no site e recebê-los em qualquer lugar do país. A entrega gratuita vale para pedidos de R$ 99, em caso de livros e games, e de R$ 149 em demais itens.

No Brasil há seis anos, a empresa, uma das mais valiosas do mundo, pretende ampliar a conveniência dos consumidores de ecommerce e incluiu quatro novas categorias: brinquedos, bebês, beleza e cuidados pessoais.

A maioria dos centros da Amazon está nos Estados Unidos —só a Califórnia tem 18— e na Europa. A Índia conta com 10, e a China, com 12.

Os armazéns fazem parte da estratégia 1P (venda direta) da empresa, que comercializa e envia o produto aos CEPs. Isso agrega ao já consolidado marketplace (diferentes lojas em um espaço virtual) da Amazon no Brasil, disponível desde 2017.

primeiro centro de distribuição direta de produtos da América do Sul. Localizado em Cajamar, a 45 quilômetros de São Paulo
Centro de distribuição de produtos da Amazon em Cajamar (SP); estoque é de 120 mil produtos  - Julio Vilela/Divulgação

A Amazon replica o mesmo modelo de funcionamento interno em todos os armazéns. As mercadorias são dispostas de forma aleatória em prateleiras divididas em centenas de ilhas. Xampus ficam ao lado de brinquedos ou de mochilas, a depender do tamanho. Esteiras rolantes levam os objetos, que são rastreados com código de barras, até os trabalhadores.

Apenas 26 centros de distribuição no mundo são robotizados e automatizados, com processos de inteligência artificial e máquinas que retiram produtos de prateleiras e entregam a trabalhadores.

No Brasil, o trabalho é humano. Funcionários recebem as unidades, alocam nas prateleiras, direcionam para esteiras, etiquetam e embrulham. Há um estúdio de fotografia dedicado a aperfeiçoar a imagem dos produtos no site.

A Amazon não abre números de empregos no novo centro, mas fala em centenas. 

Em relatório, analistas do BTG Pactual informaram ao mercado que a empresa estava pronta para anunciar seu canal de venda diretas no Brasil, postergado devido a estrutura logística insuficiente e um complexo sistema tributário.

Para Fabio Monteiro e Luiz Guanais, apesar do sucesso da Amazon na Alemanha, Reino Unido e EUA, seu forte crescimento na Índia e a posição de liderança no Japão, no Brasil a empresa deve enfrentar uma “concorrência acirrada de players bem estabelecidos que investiram nos últimos anos”, como B2W e Magazine Luiza, o que pode impedir um crescimento tão rápido no Brasil.  

Segundo eles, o foco da Amazon na venda direta significa que a empresa está pronta para fortalecer os investimentos, via parcerias com operadores e transportadoras.

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