Otimismo se mantém e leva Bolsa a superar 97 mil pontos

Investidores recuperaram ânimo após falas de Paulo Guedes em Davos

Tássia Kastner
São Paulo

O otimismo de investidores com as notícias da equipe econômica do governo Bolsonaro seguiu ecoando no mercado financeiro nesta quinta-feira (24) e levou a Bolsa a superar pela primeira vez os 97 mil pontos. O dólar também avançou.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, avançou 1,15% e fechou a 97.677 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 15,4 bilhões. Na semana, a Bolsa subiu 1,6% e acumula ganho superior a 10% no ano.

Dados da B3 mostram ainda que investidores estrangeiros voltaram a aplicar recursos na Bolsa brasileira. Até o dia 21 de janeiro, eles ingressaram com R$ 1,6 bilhão. No ano passado, o saldo ficou negativo em R$ 11,5 bilhões, movimento que se acelerou depois de outubro.

O noticiário de Davos foi fraco nesta quinta, sob o aspecto econômico, mas investidores abraçaram as notícias da véspera em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, detalhou metas para o governo e plano de privatizações, além de compromisso com reforma da Previdência.

A quinta foi a vez do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmar que renovaria as concessões de estradas do estado, o que ajudou a impulsionar os papéis do setor na Bolsa.

No exterior, não houve tendência única para o mercado acionário. Na Europa, o presidente do Banco Central europeu, Mario Draghi, alertou para risco de desaceleração no bloco, afetando os preços das moedas, mas com pouco efeito sobre as Bolsas.

Nos Estados Unidos, o risco de que os governos americano e chinês não cheguem a um acordo para por fim à guerra comercial tampouco teve impacto significativo sobre Wall Street. Ao final do pregão, o S&P 500 operava estável, o Dow Jones tinha leve queda, enquanto a Nasdaq avançava.

O dólar teve um dia de grande variação nesta quinta e fechou com alta de 0,21%, cotado a R$ 3,7710. Na mínima, foi cotado a R$ 3,74 e na máxima se reaproximou dos R$ 3,80.

O dia foi misto para emergentes: de 24 divisas desses países, metade ganhou e a outra perdeu valor para o dólar.

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