Bolsa brasileira fecha perto da estabilidade, mas com viés de baixa

Dólar cede 1,17% em dia de ajuste, cotado a R$ 3,8570

São Paulo

A Bolsa brasileira fechou a segunda-feira perto da estabilidade, com viés de queda, em linha com o exterior. É o quinto pregão consecutivo de baixa, reflexo da turbulência política que coloca em dúvida a tramitação da reforma da Previdência. O dólar recuou mais de 1%.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, encerrou o dia em baixa de 0,07%, a 96.662 pontos, após fortes oscilações durante o pregão.

Na mínima, o índice foi negociado a 93.103 pontos. Na máxima, alcançou 94.383 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14,7 bilhões, abaixo da média diária do ano.

Investidores focaram nas comunicações do governo Bolsonaro e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que tentaram amenizar a disputa política travada entre os dois poderes há dias.

Isso ajudou a minimizar o tombo da Bolsa, que acabou acompanhando o exterior. Nos Estados Unidos, o S&P 500 e a Nasdaq registraram perda semelhante, enquanto o Dow Jones subiu 0,06%.

No mercado de câmbio, o dólar passou por ajuste após a maior alta diária desde o episódio Joesley Day, em maio de 2017, quando episódio envolvendo o ex-presidente Temer e o empresário Joesley Batista sepultou a reforma da Previdência daquele governo.

A moeda americana encerrou o dia a R$ 3,8570, baixa de 1,17%.

No exterior, o dia também foi vantajoso para divisas emergentes, com 16 de 24 delas ganhando força sobre o dólar na sessão.

Com Reuters

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