Arrecadação federal cai 0,6% em março, para R$ 109,86 bi

Resultado também fica abaixo de expectativa do mercado, avaliada em R$ 114 bi

Danielle Brant
Brasília

Depois do recorde registrado em fevereiro, a arrecadação federal registrou recuo real (descontado a inflação) de 0,58% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, informou a Receita Federal nesta quarta-feira (24).

O saldo, em preços correntes, foi de R$ 109,854 bilhões. O centro de expectativas da agência de notícias Bloomberg calculava uma arrecadação de R$ 113,928 bilhões.

No acumulado do ano, a arrecadação está em R$ 385,341 bilhões, aumento real de 1,09% ante os R$ 366,4 bilhões do primeiro trimestre de 2018.

Em março, a produção industrial registrou alta de 1,94. A venda de bens cresceu 7,7%, enquanto as vendas de serviços registraram elevação de 3,8%. No mês passado, a arrecadação do governo com a Cide, imposto sobre combustíveis, teve queda de 48,1%, para R$ 219 milhões.

Já as receitas com IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) cresceram 7,51%, para R$ 3,22 bilhões.

No primeiro trimestre, a arrecadação com Imposto de Renda pago por empresas e com a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) cresceu 13,07%, passando para R$ 80,4 bilhões. Segundo Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, a tendência é que o número continue melhorando.

“A trajetória de recuperação da atividade econômica é crescente. Como a base de comparação é o ano anterior, sempre vamos ter um crescimento. O indicativo é que as empresas, no ano de 2018 e primeiro trimestre de 2019, tiveram um desempenho superior a 2017 e ao primeiro trimestre de 2018”, afirmou.​

No acumulado dos últimos 12 meses, o governo registra alta real de 2,89% na arrecadação, para R$ 1,476 trilhão.

Segundo documento apresentado pela Secretaria de Política Econômica, a arrecadação tem sido negativamente afetada pelo nível de atividade econômica ainda fraco.

A aprovação de reformas, como a da Previdência, ajudaria a melhorar a situação e a estabilizar a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto).

Para este ano, a meta de déficit primário do governo central é de R$ 139 bilhões — no ano passado, o rombo fechou em R$ 120,3 bilhões.

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