Passageiros deixam avião após oficial de Justiça impedir voo por dívidas da Avianca

Oficial de Justiça impediu voo atendendo ação de credores da companhia

São Paulo

Passageiros e tripulação de um voo da Avianca Brasil tiveram de descer de um avião na noite desta quinta-feira (4), no aeroporto de Brasília, após a Justiça pedir execução do arresto da aeronave.

O oficial de Justiça impediu a decolagem ao cumprir uma ordem judicial que atende ao pedido de um dos credores da companhia para reaver a aeronave. O voo estava marcado para as 19h, com rumo a Congonhas, São Paulo. 

Dois arrendadores conseguiram liminar para a apreensão de aeronaves, e duas delas estavam em Brasília, no aeroporto Juscelino Kubitschek.

A ​Avianca conseguiu a suspensão das liminares, mas o oficial já havia se deslocado para o aeroporto.

O voo 6173 foi remarcado pela segunda vez no final da noite desta quinta. Agora, segundo Avianca, ele deverá partir às 0h30. Inicialmente, a administração do aeroporto havia dito que a saída seria às 22h.

Segundo um dos passageiros, eles embarcaram às 18h30 e tiveram de sair da aeronave por volta das 20h.

Em nota, a Avianca Brasil disse que tomou as medidas necessárias, que os passageiros impactados estão sendo atendidos e que segue operando normalmente.

 

A Avianca Brasil está em recuperação judicial desde dezembro passado e luta para manter sua frota em uma disputa com empresas arrendadoras, que exigem a devolução de parte dos aviões. Em março, assinou um acordo para vender uma parte da empresa para a concorrente Azul.

No início de março, a companhia precisou fazer um pouso técnico durante um voo de Guarulhos para Miami porque deixou de pagar taxa de sobrevoo do espaço aéreo de Cuba, ficando impedida de atravessar a ilha.

No último dia 19, a Sumisho, que arrenda um motor de avião para a companhia, conseguiu liminar para retomar o equipamento da companhia aérea por falta de pagamento. O aluguel estava atrasado desde o segundo semestre de 2018.

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