Google lança versões mais baratas de seu smartphone Pixel

Modelos deverão competir com modelo Pixel 3; nenhum deles foi lançado no Brasil

Bruno Fávero
Mountain View (EUA)

O Google lançou nesta terça-feira (7) dois novos celulares, o Pixel 3a e o Pixel 3a XL.

Com preços a partir de US$ 399 (R$ 1.584) e US$ 479 (R$ 1.901), respectivamente, eles devem competir numa faixa intermediária, abaixo do Pixel 3, topo de linha lançado em outubro do ano passado que custa ao menos US$ 799 (R$ 3.165).

Os aparelhos estarão disponíveis em 13 países, mas não há previsão de lançamento no Brasil, onde, até hoje, nenhum dos Pixel foi oficialmente vendido.

A venda de celulares mais baratos é vista como uma tentativa de o Google aumentar sua participação em um mercado no qual vem enfrentando dificuldades. Na semana passada, em reunião com acionistas, a empresa apontou queda nas vendas do Pixel no primeiro trimestre em relação ao ano anterior.

Um dos atrativos dos novos aparelhos é ter a mesma câmera dos Pixel 3, considerada por analistas uma das melhores do mercado, por um preço mais baixo. Eles também incluem uma entrada para fones de ouvido, eliminada das versões mais caras.

Os novos Pixel vêm em dois tamanhos de tela, 5,6 polegadas e 6 polegadas (XL), ambas full-HD (1080p), com três opções de cor: branco, preto e roxo claro. As duas versões têm um processador Snapdragon 670, 4GB de RAM e até 64GB de capacidade de armazenamento. Suas câmeras também são idênticas: a frontal (de selfie) tem 8 Mpixels e abertura f/2.0, a traseira tem 12.2 Mpixels e abertura de f/1.8.

APOSTA EM SMARTPHONES

Este é o segundo lançamento desde que o Google concluiu a aquisição de uma parte da divisão de celulares da taiwanesa HTC por US$ 1,1 bilhão (R$ 4,35 bilhões), em janeiro de 2018. No negócio, anunciado pela primeira vez em setembro de 2017, os americanos ficaram com 2.000 funcionários da companhia taiwanesa.

O anúncio também é um passo em direção à consolidação dos investimentos do Google no mercado de celulares, que, ao longo dos anos, foi inconstante.

 
De 2010 a 2015, a empresa teve a linha Nexus, em que fazia parcerias com fabricantes para desenvolver smartphones com sua visão. Em 2012, pareceu que dobraria a aposta no segmento ao adquirir a divisão de celulares da Motorola por US$ 12,5 bilhões (R$ 49,5 bilhões).

Além da sequência de prejuízos milionários da Motorola, um dos motivos aventados à época para a mudança de curso foi que a aquisição havia colocado o Google em concorrência com seus principais clientes, os fabricantes de smartphone que usam o sistema operacional Android, hoje com mais de 2,5 bilhões de usuários ativos.

Em 2016, foi lançado o primeiro celular Pixel e desde então a lista de eletrônicos "made by Google" vem aumentando. A empresa já lançou laptops, caixas de som inteligentesfones de ouvido, equipamentos de realidade virtual, entre outros.

Mas crescer no mercado de smartphones, dominado pelo duopólio Apple-Samsung, tem sido um desafio. A empresa não divulga números, mas um levantamento da IDC estimou que em 2017, foram vendidos apenas 3,9 milhões de aparelhos Pixel em um mercado de 1,5 bilhão de celulares inteligentes.

CASA INTELIGENTE

O anúncio dos novos celulares aconteceu durante o Google I/O, conferência anual para desenvolvedores.

No evento, a empresa também lançou o Nest Hub Max, um híbrido de assistente pessoal, tablet
 e caixa de som inteligente que custará US$ 229. 

Com uma tela de 10 polegadas, o aparelho pode ser usado para controlar outros equipamentos conectados da casa, como lâmpadas e fechaduras. Também pode fazer as vezes de câmera de segurança, ser utilizado para chamadas em vídeo ou simplesmente como porta-retratos digital.

O Nest Hub Max será lançado primeiro nos EUA, depois no Reino Unido e no Canadá e, por fim,
 em outros 12 países. Não há previsão para que o produto chegue ao Brasil. 

Durante o I/O, o Google também anunciou que todos os seus produtos para a casa serão unificados sob a marca Nest, empresa comprada pela multinacional em 2014. 

O jornalista viajou a Mountain View a convite do Google

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