País gera 121,4 mil empregos formais em agosto, maior resultado para o mês em seis anos

Foram criadas 593,5 mil vagas entre janeiro e agosto

Fábio Pupo
Brasília

O país gerou 121.387 vagas com carteira assinada em agosto, resultado de 1.382.407 admissões e 1.261.020 desligamentos. Esse é o maior resultado líquido para o mês em seis anos.

O resultado também supera as expectativas dos analistas, que projetavam a criação de 100 mil postos com carteira assinada para o mês. 

Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério da Economia, e estão sem ajuste —ou seja, não consideram informações entregues fora do prazo. 

Com o resultado de agosto, o país continua o movimento de criação de vagas observado desde abril. Considerando ainda dados sem ajuste, foram criadas 34.313 vagas em janeiro e 173.139 em fevereiro. Março foi o único mês com fechamento de vagas em 2019, com 43.196 postos encerrados. Depois, houve resultado líquido em abril, (129.601), maio (32.140), junho (48.436) e julho (43.820).

Tradicionalmente, o período entre agosto e outubro concentra a maior parte de contratações de temporários nas fábricas para produzir as demandas das festas de fim de ano. Depois, principalmente em dezembro, o resultado costuma ser negativo devido à dispensa desses trabalhadores.

No acumulado do ano, já considerando dados com ajustes (exceto agosto, que ainda não tem dados atualizados), o saldo está positivo em 593.467 empregos. O número está acima de 2018, quando o resultado foi de 568.551.

Os dados mostram que o Sudeste lidera a geração de vagas ao ser responsável por 42% do saldo do país. A região teve saldo líquido de 51.382 postos (só o estado de São Paulo abriu 33.298 vagas no mês). Em seguida, estão Nordeste (34.697), Sul (13.267), Centro-Oeste (11.431) e Norte (10.610).

Tanto no mês como no acumulado do ano, a expansão do emprego no país é puxada pelos serviços. O setor criou 61.730 vagas líquidas em agosto, impulsionado pelas contratações em segmentos como comercialização e administração de imóveis, alimentação e serviços médicos.

Em seguida, está o comércio (que abriu 23.626 vagas em agosto), impulsionado pelas contratações no setor varejista. Já a indústria abriu 19.517 vagas no mês, graças principalmente às admissões nos segmentos de alimentos e bebidas e na indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e de perfumaria.

Também contrataram no mês os setores de construção civil (17.306 postos), administração pública (1.391) e extração mineral (1.235). Por outro lado, apresentaram saldo negativo no mês agropecuária (com fechamento de 3.341 postos) e serviços industriais de utilidade pública (corte de 77 postos).

No ano, os serviços abriram 354.638 vagas. Em seguida, ficaram as contratações nos setores de construção civil (96.575), indústria (94.425), agropecuária (79.329), administração pública (16.594), extração mineral (5.497) e serviços industriais de utilidade publica (5.302). O comércio é o único a registrar saldo negativo no ano, com fechamento de 58.893 vagas.

Os dados do Caged também dão uma amostra do nível salarial das contratações. A média na admissão em agosto foi de R$ 1.619,45. Em termos reais, houve aumento de 1,97% no indicador em relação ao mesmo mês de 2018. A inflação acumulada em 12 meses até agosto está em 3,43%.

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