Dólar cai abaixo de R$ 4 e Ibovespa sobe aos 108 mil pontos

Dados mostram melhora nas economias americana e chinesa e animam investidores

São Paulo

O dólar voltou a fechar levemente abaixo dos R$ 4, a R$ 3,998, nesta sexta-feira (1º), enquanto a Bolsa brasileira retornou aos 108 mil pontos. O bom desempenho do mercado seguiu o otimismo do exterior, com a melhora de dados das economias chinesa e americana e avanços no acordo comercial.

Gráfico das recentes flutuações da Bolsa de Valores de Sao Paulo
Ibovespa volta a fechar acima dos 108 mil pontos nesta sexta-feira (1º) - (Diego Padgurschi /Folhapress

Nos Estados Unidos, a criação de empregos em outubro alcançou 128 mil vagas superando as expectativas de economistas consultados pela Reuters de 89 mil. O relatório mensal de empregos do Departamento do Trabalho também mostrou que as contratações nos dois meses anteriores foram mais fortes do que o estimado anteriormente. 

Enquanto isso, na China, a atividade industrial expandiu inesperadamente no ritmo mais forte em mais de dois anos em outubro, com um aumento nas novas encomendas de exportações. Os pedidos voltaram a se expandir pela primeira vez em cinco meses, em um cenário de guerra comercial com os Estados Unidos.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) chinês subiu a 51,7 em outubro de 51,4 em setembro, marcando o terceiro mês seguido de expansão. Economistas consultados pela Reuters esperavam desaceleração do crescimento a 51.

A marca de 50 separa crescimento de contração. O ritmo de crescimento em setembro havia sido o mais forte desde fevereiro de 2017, quando também alcançou 51,7.

Além da melhora nas duas maiores economias do mundo, esta sexta (1º) foi marcada por mais um alívio na guerra comercial. O vice-presidente chinês Liu He, o secretário do tesouro americano, Steven Mnuchin, e o representante americano de comércio, Robert Lighthizer, tiveram mais um telefonema para negociar os termos de um acordo comercial.

Ambos os países divulgaram notas oficiais descrevendo a conversa como construtiva. O ministério de comércio chinês, disse, inclusive, que as partes chegaram a um "consenso em princípio".

Com o cenário melhor que o esperado, os índices americanos S&P 500 e Nasdaq bateram suas máximas históricas na sessão, a 3.066 pontos e a 8.386 pontos, respectivamente. Ambos com alta de 1%. O índice Dow Jones fechou próximo ao recorde, também alta de 1%.

Na China, o índice CSI 300, que reúne as Bolsas de Xangai e Shenzen, teve alta de 1,7%. 

Os dados levaram o preço do barril de petróleo Brent a uma alta de 2,3%, a US$ 61,60, maior valor em uma semana. 

No Brasil, o Ibovespa teve alta de 0,9%, a 108.195 pontos. O volume negociado foi de R$ 20,6 bilhões, acima da média diária para o ano. Na semana em que bateu recorde duas vezes, a Bolsa acumula alta modesta de 0,77%. 

Já o dólar cedeu 0,4%, a R$ 3,998. Na semana, acumula queda de 0,3%.

Nesta sessão, as ações da Magazine Luiza bateram sua máxima histórica após bons resultados no terceiro trimestre e anúncio de aumento de capital. Os papéis terminaram cotados a R$ 47,14, alta de 5,6%. 

O melhor desempenho do Ibovespa, no entanto, ficou por conta da Suzano, cujas ações saltaram 7,75%, a R$ 35,17, maior patamar desde 11 de novembro.

A alta é fruto do balanço da companhia que, apesar de um prejuízo líquido de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre de 2019, dentro do esperado pelo mercado, indicou menores custos e maior redução nos estoques, o que elevaria o preço de celulose no mercado, em baixa atualmente. 

(Com agências de notícia)

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