Quem previu PIB pior que -6,5% terá que rever com razoável grau de certeza, diz Sachsida

Vice-presidente Hamilton Mourão aifrmou também que recuperação poderá trazer números menos negativos

Brasília | Reuters

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta quarta-feira (15) que quem fez projeções de queda do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 6,5% para o Brasil terá que rever esse número com razoável grau de certeza.

Mais cedo, o Ministério da Economia manteve sua perspectiva de retração de 4,7% para a economia neste ano.

Em coletiva de imprensa, Sachsida afirmou que nas próximas semanas muitos agentes irão refazer suas contas para a atividade econômica, diminuindo o tamanho da queda esperada.

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia
Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia - Jefferson Rudy/Agência Senado

Também nesta quarta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que os indicadores começam a demonstrar recuperação da economia do país e o Brasil pode chegar ao final do ano com um resultado menos negativo do que o previsto inicialmente diante dos impactos da pandemia de coronavírus.

Segundo o vice-presidente, que falou na abertura da reunião do Conselho da Amazônia, a epidemia de coronavírus fez com que o país tivesse que redirecionar recursos para a área de saúde, o que aumentou o déficit previsto.

"Vamos terminar o ano com um déficit fiscal um tanto quanto elevado, muito acima daquilo que prevíamos. Mas, por outro lado, sabemos da pujança do nosso país, da capacidade de recuperação que nós temos, e os indicadores pouco a pouco estão demonstrando nossa recuperação. Podem apresentar ao chegar o final do ano um resultado não tão negativo quanto estávamos esperando", afirmou.

Mourão disse ainda que o país vive "um momento de pressão" em relação ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, mas que o governo tem deixado claro o compromisso "de não aceitar que essas ilegalidades prosperem".

Esta semana, o vice-presidente, que coordena o Conselho da Amazônia, admitiu que o trabalho da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) autorizada em maio para a Amazônia não terá impacto na redução dos números de desmatamento este ano, e deveria ter sido iniciado mais cedo.

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