Mercado Livre ultrapassa Vale como latina mais valiosa em Bolsa

Valor da gigante de ecommerce dobra e vai a R$ 321 bilhões

São Paulo

O Mercado Livre, empresa argentina de comércio eletrônico, ultrapassou a companhia global de mineração Vale nesta semana e se tornou a mais valiosa empresa latina com ações em Bolsa.

Segundo fechamento do mercado de sexta (7), o Mercado Livre, listado na Bolsa americana de tecnologia Nasdaq, vale US$ 59,35 bilhões (R$ 321,2 bilhões), enquanto a Vale tem capitalização de R$ 319,4 bilhões, valor que, convertido pela cotação do dólar ptax (taxa de câmbio calculada pelo Banco Central que consiste na média das taxas informadas pelo mercado), equivale a US$ 57,19 bilhões.

O valor de mercado é o preço da ação multiplicado pela quantidade de ações da companhia.

Centro de distribuição do Mercado Livre na cidade de Louveira (SP)
Centro de distribuição do Mercado Livre na cidade de Louveira (SP); empresa se tornou a latina mais valiosa nesta semana - Divulgação

Neste ano, a gigante argentina mais que dobrou de valor, com o crescimento do ecommerce em meio à pandemia de coronavírus. As ações saltaram 108,8% desde dezembro de 2019, passando de US$ 572 (R$ 3.096) para US$ 1.194 (R$ 6.462).

No primeiro trimestre, a receita líquida da empresa cresceu 37,6% em comparação com o mesmo período de 2019, com US$ 3,4 bilhões em vendas no período, com os primeiros efeitos do isolamento social nas compras online. Na segunda (10), serão divulgados os números do segundo trimestre.

Já a mineradora brasileira sobe apenas 13,4% neste ano, de R$ 53,30 para R$ 60,45, após chegar a R$ 34 em março, quando o mercado de ações derreteu em decorrência da pandemia.

Segundo levantamento da Economatica, das 20 latinas mais valiosas, 13 são brasileiras e 4 mexicanas. Argentina, Colômbia e Peru tem uma representante cada um.

As empresas mais valiosas da América Latina

Fonte: Economatica

  1. Mercado Livre (Argentina) - US$ 59,35 bilhões

    Comércio eletrônico

  2. Vale (Brasil) - US$ 57,19 bilhões

    Mineração

  3. Petrobras (Brasil) - US$ 55,53 bilhões

    Petróleo e gás

  4. Itaú Unibanco (Brasil) - US$ 44,58 bilhões

    Banco

  5. Walmart México (México) - US$ 43,16 bilhões

    Varejo

  6. America Móvil (México) - US$ 41,81 bilhões

    Telecomunicações

  7. Ambev (Brasil) - US$ 38,62 bilhões

    Bebidas

  8. Bradesco (Brasil) - US$ 34,32 bilhões

    Banco

  9. XP Inc. (Brasil) - US$ 26,56 bilhões

    Serviços financeiros

  10. Weg (Brasil) - US$ 26,48 bilhões

    Motores e turbinas

  11. Magazine Luiza (Brasil) - US$ 25,58 bilhões

    Varejo

  12. Ecopetrol (Colômbia) - US$ 23,63 bilhões

    Petróleo e carvão

  13. B3 (Brasil) - US$ 23,57 bilhões

    Bolsa de Valores e commodities

  14. Femsa (México) - US$ 20,61 bilhões

    Bebidas

  15. Grupo México (México) - US$ 20,55 bilhões

    Mineração

  16. BTG (Brasil) - US$ 20,52 bilhões

    Banco

  17. Santander Brasil (Brasil) - US$ 20,13 bilhões

    Banco

  18. Banco do Brasil (Brasil) - US$ 17,94 bilhões

    Banco

  19. Telefônica Brasil / Vivo (Brasil) - US$ 15,77 bilhões

    Telecomunicações

  20. Banco de Crédito (Peru) - US$ 12,64 bilhões

    Bancos

A Petrobras aparece em terceiro lugar no ranking, com R$ 301 bilhões em valor de mercado. Os quatro grandes bancos brasileiros —Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil— também estão na lista, que conta ainda com XP, BTG e B3, a operadora da Bolsa de Valores brasileira.

As latinas, porém, estão longe das gigantes americanas. A empresa mais valiosa do mundo é a Apple, com US$ 1,9 trilhão (R$ 10,3 trilhões). A segunda é a petroleira saudita Saudi Aramco, com US$ 1,76 trilhão (R$ 9,5 trilhões). Microsoft e Amazon estão em terceiro lugar, com US$ 1,6 trilhão (R$ 8,6 trilhões) cada uma.

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