Tripulantes da Azul aprovam fim antecipado da redução de salário e jornada

Demanda e perspectiva para próximos meses são suficientes para empresa programar voos com carga horária integral para tripulantes

Os tripulantes da Azul Linhas Aéreas associados ao SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) aprovaram a proposta da empresa de encerramento antecipado do Acordo Coletivo de Trabalho que definia medidas temporárias durante a pandemia de Covid-19.

Desta forma, a redução de jornadas e salários que iria até o fim de 2021, com a contrapartida de manutenção dos empregos, fica revogada.

Avião A320neo, da Azul
Tripulantes da Azul aprovaram o fim antecipado da redução de salário e jornada, que havia sido aprovada em junho de 2020 - 05.ago.19 - Wikimedia Commons

A Azul Linhas Aéreas havia aprovado em junho de 2020, junto aos seus tripulantes, um Acordo Coletivo de Trabalho para ajudar a empresa durante a retomada após a crise trazida pela pandemia.

Esse acordo previa redução de jornada e de salários em troca de uma estabilidade empregatícia para o grupo e teria vigência até dezembro de 2021.

No último dia 23, o presidente da companhia, John Rodgerson, propôs o final antecipado do acordo, como estratégia da empresa na retomada da demanda, entendendo que os tripulantes não precisariam mais renunciar a parte dos seus salários, uma vez que a demanda de passageiros e as perspectivas para os próximos meses já são suficientes para a empresa programar escalas de voos com carga horária integral para os tripulantes.

A proposta teria que passar por uma deliberação do grupo junto ao sindicato, o que aconteceu no final da semana passada.

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