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02/09/2010 - 13h52

Exportações da América Latina e Caribe devem crescer 21,4% em 2010

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MÁRIO SÉRGIO LIMA
DE BRASÍLIA

As exportações da América Latina e Caribe devem encerrar o ano com alta de 21,4%, uma recuperação ainda parcial da queda de 22,6% apurada em 2009 por conta da crise econômica mundial. É isso que informou nesta quinta-feira a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), no documento Panorama da Inserção Internacional da América Latina e do Caribe 2009-2010.

Na teleconferência para a apresentação do documento, a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, afirmou que a recuperação das economias globais se mostra mais forte do que o projetado inicialmente. Contudo, ela ressaltou que há uma preocupação com a heterogeneidade dessa recuperação. Enquanto os países asiáticos e, principalmente, Índia e China apresentam forte ritmo de crescimento, os países desenvolvidos ainda estão bem abaixo.

Isso, na opinião da secretária-executiva da Cepal, pode gerar graves incertezas na recuperação global como um todo, criando problemas para países em desenvolvimento que devem ter um bom resultado, caso do Brasil. 'Isso pode gerar uma entrada forte de investimentos, mas uma apreciação cambial, o que afeta as exportações', explicou.

Em 2010, os países em desenvolvimento devem responder por um avanço de 5,3% no comércio mundial, enquanto as nações desenvolvidas devem responder por uma alta mais modesta, de 3,9%. 'Os países em desenvolvimento são o principal motor da recuperação', explicou Alicia, que ainda apontou com preocupação as graves incertezas em relação a Japão, Europa e Estados Unidos.

A Cepal ainda ressaltou, como fator positivo, o fortalecimento do comércio Sul-Sul (entre os países em desenvolvimento). No caso específico de América Latina e Caribe, a Cepal defende um aumento ainda maior das negociações inter-regionais.

Alicia também afirmou que um dos fatores de risco para a recuperação da economia global, especialmente nos países desenvolvidos, é a tirada antecipada de programas de estímulo. Ela citou como positivas medidas como as adotadas pelo Brasil para enfrentar a crise, como abaixar as alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente em veículos.

 

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