Descrição de chapéu Nicolás Maduro Venezuela

Órgão diz não poder juntar eleições presidencial e legislativa na Venezuela

Maduro havia apoiado proposta para fazer escolha de novos deputados também em 22 de abril

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, lê documento durante reunião sobre o petro, a moeda virtual do país, no dia 20
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, lê documento durante reunião sobre o petro, a moeda virtual do país, no dia 20 - Federico Parra - 20.abr.2018/AFP
São Paulo

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE), Tibisay Lucena, disse nesta sexta-feira (23) que o órgão não tem condições de fazer as eleições legislativas em 22 de abril, mesmo dia da votação presidencial.

“Não estamos preparados para realizar eleições tão complexas como as parlamentares em tão pouco tempo. O que sim vamos avaliar é a realização conjunta de sufrágios para os diferentes níveis do Legislativo em outra data.”

A declaração é uma rara contrariedade do órgão ao ditador Nicolás Maduro, que defendia a antecipação. A ideia foi sugerida pelo número dois do chavismo, Diosdado Cabello, que também propôs adiantar o pleito do Executivo.

Cabello enviou a proposta à Assembleia Constituinte, da qual é um dos membros, que a avaliaria na semana que vem. Lucena se manifestou após encontro com Delcy Rodríguez, presidente da Casa totalmente chavista.

Oficialmente, as eleições legislativas nacionais deveriam ocorrer só no final de 2020. Porém, a última legislatura da Assembleia Nacional, de maioria opositora, é anulada pelo chavismo desde sua posse, em janeiro de 2016.

As decisões do Legislativo foram derrubadas inicialmente pelo Tribunal Supremo de Justiça, dominado por aliados de Maduro, alegando um desacato à sua autoridade, o que se manteve até a instalação da Constituinte, em agosto.

Ao defender sua decisão de antecipar a eleição na quarta (21), o ditador disse que era necessário “entregar ao povo o poder para ter uma verdadeira Assembleia Nacional legítima, a serviço do país”.

Em resposta, o Legislativo opositor chamou de “golpe de Estado” a proposta. “Isso evidencia o propósito autoritário de controlar todos os poderes públicos através de um megassimulacro eleitoral.”

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