Justiça da Venezuela prende três pessoas por ataque a estátua de Chávez

Monumento na cidade natal do ex-mandatário foi vandalizado em protesto contra apagões

Homem pinta mural com imagem do ex-presidente Hugo Chávez antes de celebração em Elorza, na Venezuela
Homem pinta mural com imagem do ex-presidente Hugo Chávez antes de celebração em Elorza, na Venezuela - Marco Bello - 19.mar.2018/Reuters
Caracas | AFP

A Justiça da Venezuela ordenou nesta terça-feira (27) a prisão preventiva de três pessoas acusadas de vandalizar uma estátua do ex-presidente Hugo Chávez (1954-2013) em Sabaneta, cidade natal do líder bolivariano.

Instalado em uma praça e com seis metros de altura, o monumento foi atacado com pedras e coquetéis molotov na madrugada de quinta (22) em protesto contra os apagões que desde o início do mês afetam o oeste venezuelano.

Segundo a advogada Lucía Quintero, da ONG de direitos humanos Foro Penal, os três adultos serão indiciados por associação criminosa, incitação ao ódio, dano ao patrimônio público e porte de material explosivo.

Eles foram capturados no domingo (25) pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin, polícia política chavista). Entre eles estava Gilberto Téllez, ex-prefeito da cidade, dono de uma rádio e contrário ao regime de Nicolás Maduro.

O monumento, em que Chávez é retratado levantando o punho esquerdo, foi uma doação da petroleira estatal russa Rosneft. Outras quatro estátuas do ex-mandatário foram destruídas ou vandalizadas na Venezuela no ano passado.

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