Famílias de vítimas do massacre em Sandy Hook podem processar fabricante de armas

Ataque aconteceu em 2012 e deixou 20 crianças mortas

AR-15 rifles são vendidos na Guntoberfest gun show em Oaks, Pennsylvania - Reuters
Reuters

A Suprema Corte do estado de Connecticut definiu nesta quinta-feira (14) que as famílias das vítimas envolvidas no massacre da escola de Sandy Hook, ocorrido em 2012, podem processar a empresa americana de armas de fogo que fabricou e vendeu o rifle semiautomático usado no ataque.

De acordo com a decisão contra a Remington Outdoor Co Inc, a ação poderia prosseguir com base em uma lei estadual que protege os consumidores contra marketing fraudulento. A empresa não se pronunciou quando requerida a comentar sobre o caso.

No ataque, um homem de 20 anos chamado Adam Lanza matou na véspera do Natal 20 crianças com idades entre seis e sete anos, além de sete funcionários da escola. O atirador se matou em seguida.

As famílias de nove das vítimas e de um sobrevivente disseram que a Remington, juntamente com um atacadista de armas e varejista local, é parcialmente responsável pelo caso porque comercializaram a arma com base em seu apelo militarista.

Josh Koskoff, um dos advogados das famílias das vítimas, disse em um comunicado que elas estavam gratas pela rejeição do tribunal ao pedido da indústria de armas por imunidade. 

“O objetivo das famílias sempre foi apontar a estratégia da Remington orientada pelo lucro para expandir o mercado de armas às custas da segurança dos americanos. A decisão de hoje é um passo crítico para atingir esse objetivo”, disse Koskoff.

Líderes defensores do controle de armas, como Everytown for Gun Safety e a Brady Campaign, aplaudiram a decisão.

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