Descrição de chapéu Coreia do Norte

Líder chinês visitará Coreia do Norte pela primeira vez em mais de dez anos

Pequim é principal aliado de Pyongyang; países enfrentam tensões com Estados Unidos

Pequim | Reuters

O dirigente chinês Xi Jinping visitará a Coreia do Norte na quinta (20) e sexta-feira (21), anunciou a imprensa estatal dos dois países nesta segunda (17). Esta será a primeira viagem de um chefe de Estado da China à nação vizinha em 14 anos.

A China é o principal aliado do regime da Coreia do Norte: os dois países têm laços diplomáticos há 70 anos, e Kim Jong-un já foi quatro vezes à China desde março de 2018, segundo o canal estatal chinês CCTV. No entanto, o último dirigente chinês a visitar a Coreia do Norte foi Hu ​Jintao, em 2005.

A visita a Pyongyang responde a um convite do líder norte-coreano, Kim Jong-un, e acontecerá uma semana antes da cúpula do G20, no Japão, que contará com a participação do dirigente chinês e do presidente americano, Donald Trump.

Em foto de janeiro de 2019, na China, o líder norte-coreano, King Jon-un (à esquerda), cumprimenta seu par chinês, Xi Jinping
Em foto de janeiro de 2019, na China, o líder norte-coreano, King Jon-un (à esquerda), cumprimenta seu par chinês, Xi Jinping - AFP Photo/KCNA via KNS

O encontro dos líderes ocorre em meio a tensões entre Washington e Pyongyang ​a respeito de uma possível desnuclearização da Coreia do Norte. O assunto deve estar na pauta das conversas.

Kim Jong-un e Donald Trump realizaram uma cúpula no ano passado em Cingapura e outra em Hanói, em fevereiro, mas há poucas esperanças concretas em relação ao desarmamento nuclear da Coreia do Norte, dado que o encontro em Hanói fracassou. A partir de então, Pyongyang voltou a reconstruir bases de lançamentos de mísseis e retomou testes com tais armamentos.

Diplomatas já tinham a expectativa de que Xi Jinping visitasse Pyongyang. Um diplomata ocidental em Pequim disse à agência de notícias Reuters que era provável que o líder chinês tivesse esse convite em espera, e decidiu usá-lo às vésperas da reunião do G20.

O movimento seria estratégico, uma forma de Xi Jinping mostrar aos EUA que a China ainda tem uma carta importante para jogar —a Coreia do Norte.

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