Manifestantes enchem Praça de Maio em ato de apoio a Macri

'Vamos virar o jogo', disse presidente argentino a apoiadores em frente à Casa Rosada

Sylvia Colombo
Buenos Aires

A Praça de Maio, tradicional local de protestos da capital argentina, Buenos Aires, encheu-se de apoiadores do presidente Mauricio Macri na noite de sábado (24).

Convocados pela internet, atos em favor do mandatário também ocorreram nas principais cidades do país, como Rosario e Córdoba.

Na capital, os manifestantes gritavam "sim, é possível" e "vamos dar a volta", referindo-se aos 15 pontos de vantagem obtidos pelo candidato opositor, o kirchnerista Alberto Fernández, nas eleições primárias do último dia 11. 

Figuras do showbiz local como o cineasta Juan Jose Campanella e o ator Luis Brandoni colaboraram com a convocação do ato. 

Mauricio Macri e a primeira-dama argentina, Juliana Awada, na varanda da Casa Rosada, no sábado (24)
Mauricio Macri e a primeira-dama argentina, Juliana Awada, na varanda da Casa Rosada, no sábado (24) - Reuters

Quando a praça encheu, Macri apareceu na sacada da Casa Rosada acompanhado da primeira-dama, Juliana Awada --eles passavam o fim de semana em sua casa de campo, em Los Abrojos, próximo a Buenos Aires. 

Da varanda, ele acenou para a multidão, colocou a mão do lado esquerdo do peito e sacudiu os braços, fazendo com que a multidão gritasse mais alto. 

Depois, voltou para dentro e pediu um microfone, mas não havia sistema de som preparado para que ele falasse ao público. 

Então, Macri voltou à varanda, estendeu uma bandeira argentina e, enquanto Awada o abraçava, gritou: "Vamos virar", "Sim, é possível!". Em seguida, gravou uma mensagem difundida em suas redes sociais.

"Três anos e meio são muito pouco para mudar tudo o que deve ser mudado. Vamos continuar juntos. Podemos ser melhores, vamos virar o jogo", afirmou. 

Fotos da manifestação foram publicadas em suas redes sociais. Manifestantes erguiam cartazes com as frases "não vamos voltar ao passado" e "Cristina presa", entre outros gritos de guerra macristas. 

Surpreendidos pela quantidade de gente e com a autorização de Macri, oficiais que cuidam da segurança da Casa Rosada tiraram do local as placas metálicas que afastam o público da sede de governo.

Assim, as pessoas puderam chegar bem mais perto da varanda onde estava o presidente.

O primeiro turno das eleições argentinas ocorre em 27 de outubro. Para ser decidida nesta data, é preciso que o vencedor tenha 45% dos votos —ou 40%, desde que com uma diferença de 10 pontos em relação ao segundo colocado.

Se nenhum dos dois requisitos for atingido, é realizado um segundo turno, em novembro. O resultado das eleições primárias foi uma vitória de Alberto Fernández (47%) contra Macri (32%).

 
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