Pré-candidato democrata, Bernie Sanders passa mal e é internado nos EUA

Senador tem artéria entupida e cancela temporariamente seus eventos de campanha

Washington | Reuters

O senador americano Bernie Sanders, que disputa a indicação democrata para concorrer à presidência dos EUA, foi internado nesta terça-feira (1º) em um hospital em Las Vegas após passar mal. 

Segundo comunicado divulgado por sua campanha nesta quarta (2), Sanders, 78, foi levado a um hospital após sentir dores no peito.

Após exames, os médicos diagnosticaram uma artéria entupida e colocaram dois stents, mas não há mais detalhes sobre seu estado de saúde.

"O senador Sanders está conversando e de bom humor", afirmou seu assessor sênior, Jeff Weaver. "Ele descansará nos próximos dias. Cancelamos todos os eventos e aparições públicas por enquanto e avisaremos sobre qualquer atualização", completou ele por meio de uma nota.  

O estafe da campanha foi avisado por Weaver por volta das 10h30 da Costa Leste (11h30 no horário de Brasília), pouco antes de a informação ser divulgada publicamente. 

Segundo o jornal The New York Times, Sanders estava viajando para um fórum sobre armas em Las Vegas que também teria a presença de outros candidatos, quando passou mal. 

A campanha do senador tem sido intensa, com diversos eventos em cidades diferentes no mesmo dia.

A publicação também afirma que a campanha decidiu cancelar propagandas na TV que estavam programadas para serem exibidas essa semana em Iowa, o primeiro estado a realizar suas prévias. 

Senador por Vermont, Sanders é um dos principais representantes da ala mais à esquerda dos democratas, embora oficialmente não seja membro do partido —o sistema americano permite que um político independente busque a candidatura por um sigla. 

Um dos favoritos no início da campanha pela vaga democrata em 2020, ele atualmente aparece na maior parte das pesquisas em terceiro lugar, atrás de Joe Biden (ex-vice de Barack Obama) e da também senadora Elizabeth Warren, outra representante da esquerda. 

Essa é a segunda vez consecutiva em que ele entra na disputa pela nomeação da sigla. Em 2016, perdeu a briga para a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. 

Durante a campanha contra Donald Trump, em 2016, Hillary também passou mal e chegou a ser questionada se estava apta para assumir a presidência caso vencesse o pleito.

No fim, ela se recuperou e voltou a participar normalmente da campanha, na qual acabou derrotada.

Apesar da derrota na disputa democrata, Sanders teve um desempenho acima das expectativas, conquistando cerca de 13 milhões de votos durante às prévias e ganhando apoio especialmente entre os eleitores com menos de 30 anos.

Embora o senador tenha, mais tarde, endossado a candidatura da adversária, muitos de seus apoiadores não votaram na ex-secretária de Estado americana, e os republicanos usaram essa dissidência para tentar convencer esses eleitores a abraçar Trump como o candidato da mudança.

Antes de tentar a presidência, Sanders já tinha uma longa história na política americana, sempre com um discurso de esquerda. 

De 1972 a 1976, ele foi o candidato do Partido da União pela Liberdade de Vermont, uma sigla nanica anticapitalista e contrária à Guerra do Vietnã.

Ele disputou duas eleições ao Senado e ao governo do estado, mas fracassou em todas as ocasiões.

Em 1981, foi eleito prefeito de Burlington, a maior cidade de Vermont. Durante 16 anos, ele foi o único congressista do estado, antes de ser eleito ao Senado, em 2006.

Durante a campanha de 2016, Sanders divulgou uma carta de seu médico com seu histórico de saúde para mostrar que estava apto a ser presidente. Ele prometeu fazer o mesmo neste ano, mas até o momento ainda não divulgou seu histórico.

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