Descrição de chapéu Coronavírus

Quarentena faz pessoas lavarem menos o cabelo e esquecerem desodorante, diz Unilever

Com mais gente em casa, sobe procura por produtos de limpeza em geral

Bruxelas

Menos xampu e desodorante, mais detergente e desinfetante. A mudança de comportamento provocada pelas medidas de combate ao coronavírus apareceram não numa pesquisa de opinião pública, mas nos resultados financeiros de uma das maiores empresas de produtos de higiene do mundo, a Unilever.

Sem poder sair de casa para trabalhar ou frequentar a escola, as pessoas também passaram a lavar menos os cabelos, abandonaram o desodorante e reduziram a frequência com que se barbeavam.

As quarentenas diminuíram em até 25% a demanda por produtos como xampu, condicionador, espuma de barba, lâminas de barbear, desodorante e creme hidratante.

Por outro lado, com mais gente fazendo suas refeições em casa, subiu a procura por artigos para lavar louças e produtos de limpeza em geral. Desinfetantes, sapólios, desengordurantes e alvejantes tiveram mais de 10% de alta nas vendas, segundo a Unilever.

Sede da Unilever em Roterdão, na Holanda
Sede da Unilever em Roterdã, na Holanda - Piroschka van de Wouw - 21.ago.18/Reuters

No anúncio sobre seus resultados do primeiro trimestre, nesta quinta (23), o diretor financeiro da companhia anglo-holandesa, Graham Pitkethly, disse esperar que as quarentenas provoquem mudanças duradouras nos hábitos das pessoas, entre elas a de desinfetar as mãos.

Como resposta, a empresa reduziu a produção de desodorantes e outros produtos de cuidado pessoal e aumentou a de desinfetantes em 30 fábricas no mundo todo, e passou a vender sabão antisséptico em 43 novos mercados.

As quarentenas também afetaram muito a venda de sorvetes Ben & Jerry, segundo a empresa, e esse impacto deve crescer no segundo trimestre: 70% da venda do produto acontece nos meses de primavera e verão no hemisfério norte.

Com parques e praias fechados, a Unilever vai incentivar o consumo de sorvete em casa. O principal executivo da companhia, Alan Jope, avalia que as compras pela internet são outro hábito que deve se manter em novo patamar, mesmo quando acabarem os lockdowns mais restritos.

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