Descrição de chapéu RFI Coronavírus

Aeroporto de Orly fecha 2º terminal devido à queda do tráfego aéreo na França

Crise sanitária derrubou em 62% o número de viajantes que transitaram pelo local no ano passado

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RFI

A crise sanitária continua gerando graves consequências para o setor aéreo na França. O aeroporto de Orly, na periferia de Paris, anunciou nesta terça-feira (16) que fechará mais um de seus terminais devido à imensa diminuição no número de passageiros.

O setor do transporte aéreo é um dos mais afetados no mundo pela crise gerada pela pandemia de Covid-19, devido às restrições de circulação. Na França, a situação não é diferente.

O aeroporto de Orly, nos arredores de Paris
O aeroporto de Orly, nos arredores de Paris - Bertrand Guay - 22.jun.20/AFP

Com o fechamento das fronteiras francesas aos países exteriores à União Europeia e a drástica queda no números de viagens aéreas, o segundo maior aeroporto francês não teve outra saída além de restringir suas atividades. A interrupção do funcionamento no terminal 4 do aeroporto de Orly começará na segunda-feira (22) por tempo indeterminado.

Segundo a direção do aeroporto, que acolhe principalmente voos domésticos e europeus, as companhias aéreas que operavam no local serão realojadas nos dois terminais que continuam parcialmente abertos, o 2 e 3. Uma porta-voz do aeroporto de Orly indicou que, diante da atual situação sanitária, não há previsão para que as atividades voltem ao normal.

O terminal 4 já havia sido bloqueado entre novembro e dezembro, durante o segundo lockdown geral na França. Já o terminal 1 está completamente fechado desde 11 de novembro.

Paris tomou essa decisão devido à forte preocupação com a rápida propagação das variantes do coronavírus.

queda no trânsito dos aeroportos

O aeroporto Charles de Gaulle, o maior do país, acolheu apenas 1,2 milhão de passageiros em 2020, 78,3% a menos do que em 2019. Já Orly recebeu 900 mil de viajantes no ano passado, uma queda de 62,1% em relação a 2019.

As previsões para 2021 não são otimistas. O grupo ADP, que gerencia os aeroportos parisienses, prevê uma queda entre 45% e 55% do tráfego aéreo neste ano.

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