Descrição de chapéu África terrorismo

Ataques na República Democrática do Congo deixam ao menos 55 mortos

Incêndios e sequestros em região próxima à fronteira com Uganda são atribuídos a grupo radical

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Beni (República Democrática do Congo) | Reuters

Ao menos 55 pessoas foram mortas em dois ataques em vilarejos na República Democrática do Congo, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) informou nesta segunda (31).

No que pode ter sido a pior noite de violência em ao menos quatro anos, casas foram incendiadas, e pessoas, sequestradas, segundo o escritório de assuntos humanitários da ONU. Os ataques ocorreram no vilarejo de Tchabi e em um campo de deslocados próximo a Boga, ambos na fronteira com Uganda.

Soldados patrulham vilarejo que foi alvo de ataque do grupo Forças Aliadas Democráticas, em 2020
Soldados patrulham vilarejo que foi alvo de ataque do grupo Forças Aliadas Democráticas, em 2020 - Alexis Huguet - 18.fev.20/AFP

Líder de um grupo de direitos civis em Boga, Albert Basegu disse à agência de notícias Reuters que gritos em uma casa vizinha chamaram a sua atenção para o ataque. “Quando cheguei lá, descobri que um pastor anglicano já havia sido morto e sua filha estava gravemente ferida.”

O Monitor de Segurança Kivu (KST), que tem mapeado distúrbios na turbulenta região oriental da República Democrática do Congo desde junho de 2017, publicou em uma rede social que a mulher de um líder local estava entre os mortos, mas não atribuiu responsabilidade a nenhum grupo.

O coordenador do KST, Pierre Boisselet, afirmou que este foi o dia mais mortal já registrado pela entidade.

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O Exército e uma associação de direitos civis locais culparam o grupo armado Forças Aliadas Democráticas (ADF). Segundo a ONU, a organização teria sido responsável pela morte de mais de 850 pessoas em 2020, numa onda de ataques em represália a operações que o Exército iniciou no ano anterior.

Em março, os EUA classificaram o ADF como uma organização terrorista. O grupo já declarou fidelidade à facção terrorista Estado Islâmico, apesar de a ONU afirmar que há escassas evidências de conexões com outras redes de militantes islâmicos.

Em 1º de maio, o presidente congolês, Felix Tshisekedi, decretou estado de sítio nas províncias de Kivu do Norte e Ituri para tentar conter os crescentes ataques. Mais cedo neste mês, Uganda anunciou ter concordado em compartilhar informações de inteligência e coordenar operações contra os rebeldes, mas se negou a deslocar tropas para a República Democrática do Congo.

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