Descrição de chapéu oriente médio União Europeia

Manifestantes em Londres, Paris, Berlim e Madri fazem protestos a favor dos palestinos

Atos com críticas a Israel também foram realizados em Varsóvia e em Túnis

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Paris | AFP

Milhares de manifestantes saíram às ruas neste sábado (15) em várias cidades da Europa e na Tunísia em apoio aos palestinos nos confrontos em curso com Israel.

A região do Oriente Médio vive a pior escalada de violência desde 2014. Neste sábado, houve novos disparos de foguetes e mísseis de ambos os lados lados, e um ataque de Israel derrubou um prédio em Gaza que abrigava veículos de imprensa, incluindo a agência Associated Press e a TV Al Jazeera.

Manifestantes a favor da Palestina fazem protesto na Puerta del Sol, em Madri - Juan Medina/Reuters

Ao menos 139 pessoas foram mortas em Gaza desde o início dos conflitos, iniciados há uma semana, incluindo 39 crianças e 21 mulheres, e outras 950 ficaram feridas, segundo médicos palestinos. Já a cifra de mortos do lado israelense chegou a dez —um soldado na fronteira e nove civis, dois dos quais crianças.

Na França, atos foram organizados em várias cidades, entre as quais Paris, onde as mobilizações foram proibidas em razão de um precedente de 2014, quando uma marcha pró-palestina desencadeou violência.

A polícia na capital francesa adotou uma tática de dispersão imediata, com uso de canhões de água e de gás lacrimogêneo a cada vez que os manifestantes tentavam se reagrupar. De acordo com jornalistas, confrontos entre manifestantes e policiais ocorreram à tarde no bairro de Barbès, na zona norte da capital.

Em Boulevard Barbès, um grupo de cem pessoas gritava "Israel assassino", enquanto bandeiras palestinas foram hasteadas ou usadas como capas. "A França é o único país democrático a proibir essas manifestações", protestaram os advogados da Associação de Palestinos em Île-de-France.

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Em Londres, milhares de pessoas protestaram no centro da cidade em apoio aos palestinos e para pedir ao governo britânico que intervenha para impedir a operação militar israelense. Manifestantes se reuniram ao meio-dia em Marble Arch, próximo ao Hyde Park, de onde caminharam em direção à embaixada israelense, agitando bandeiras palestinas e cartazes pedindo a libertação dos territórios palestinos.

"É essencial que o governo britânico tome medidas imediatas", afirmaram os organizadores, entre os quais a coalizão Stop the War, a Associação Muçulmana do Reino Unido, a organização Palestine Solidarity Campaign e a Campanha pelo Desarmamento Nuclear. "O governo britânico é cúmplice desses atos, uma vez que oferece apoio militar, diplomático e financeiro a Israel", disseram.

Em Madri, cerca de 2.500 pessoas protestaram no centro da capital espanhola em apoio à causa palestina. "O silêncio de uns é o sofrimento de outros" e "Jerusalém, a capital eterna da Palestina" estavam em faixas e cartazes dos manifestantes, entre os quais um grande número de mulheres jovens.

"Estão nos massacrando. Estamos numa situação em que a Naqba [a 'catástrofe', em árabe] continua em pleno século 21", disse Amira Cheikh-Ali, 37, filha de refugiados palestinos, usando o termo referente ao êxodo palestino após a criação do Estado de Israel, em 1948.

Na Alemanha, milhares de pessoas se manifestaram em Berlim e em muitas outras cidades, respondendo ao apelo de coletivos pró-palestinos. Na capital alemã foram autorizadas três manifestações, incluindo duas no bairro de Neukölln, na zona sul da cidade. Com o lema "marcha do povo palestino pela libertação e o retorno", milhares de pessoas se reuniram em Hermannplatz, a praça central, agitando bandeiras turcas e palestinas, além de cartazes pedindo "boicote a Israel".

Os manifestantes gritaram "libertem Gaza", "Palestina lives matter" (vidas palestinas importam) e "salve Sheikh Jarrah", em referência ao bairro em Jerusalém Oriental onde quatro famílias palestinas são ameaçadas de despejo por colonos israelenses após a determinação de um tribunal regional.

Também ocorreram atos em Bruxelas, na Bélgica, e em Utrecht, na Holanda. Em Varsóvia, na Polônia, cerca de 300 pessoas, a maioria dos quais palestinos estabelecidos na Polônia, manifestaram-se em frente à embaixada israelense. Com bandeiras palestinas, exibiram cartazes com as frases "pare o Holocausto dos palestinos" e "Jerusalém, a capital da Palestina".

Na Tunísia, no norte da África, manifestações também ocorreram em várias cidades. Centenas de manifestantes com bandeiras palestinas se reuniram no centro de Túnis, vigiados pela polícia. Entre as palavras de ordem dos manifestantes, que desafiaram o confinamento em vigor até domingo, estavam "tunisinos e tunisianas apoiem a Palestina" e "o povo quer criminalizar a normalização com Israel".

"Quando se trata dos massacres contra os palestinos, as potências internacionais permanecem silenciosas e indiferentes diante dos crimes sionistas", afirmou Dalila Borji, 23. Para sua mãe, Nahla, "esta injustiça alimenta cada vez mais o ódio das pessoas contra Israel e os países que o apoiam".

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