'Eu não sou a Wikipreta', diz Maju Coutinho

Em podcast, âncora da TV Globo diz que colocar negros para falar apenas de racismo na imprensa é 'segunda escravidão'

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São Paulo

A jornalista Maju Coutinho, âncora da TV Globo, define 2020 como um marco na forma como a imprensa aborda o racismo. A força que a pauta antirracista ganhou em vários países tornou evidente, também no jornalismo, a necessidade de ter espaços e pontos de vista mais diversos.

Em entrevista ao podcast Café da Manhã, Maju afirma que a falta de diversidade implica em um olhar unilateral nas Redações. A jornalista diz que a imprensa chamar negros para falar apenas de racismo é "uma segunda escravidão".

“Eu não sou Wikipreta", diz Maju. "Eu tenho a vivência de racismo, mas eu não sou a especialista no tema. Tem outras referências que se debruçam sobre esse assunto e que merecem ser mais ouvidas do que eu. Mas também há outros negros para falar sobre outras coisas."

No episódio a âncora da TV Globo fala sobre desinformação, imparcialidade e a importância da diversidade no jornalismo.

O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando abaixo. Para acessar no aplicativo basta se cadastrar gratuitamente.

Ouça o episódio:

O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Maurício Meireles, Magê Flores e Bruno Boghossian, com produção de Jéssica Maes, Laila Mouallem e Victor Lacombe. A edição de som é de Thomé Granemann.

Imagem de capa do podcast Café da Manhã, com o nome do programa escrito sobre vários recortes de jornais. Logos de de Spotify e Folha de S.Paulo podem ser vistas nos cantos
Podcast Café da Manhã - Reprodução
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