Ciro Gomes erra dados sobre segurança no RJ após intervenção

Pré-candidato à Presidência pelo PDT, ex-ministro participou de sabatina do STB, Folha e UOL nesta segunda-feira

O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), durante sabatina promovida pelo SBT, Folha e UOL - Danilo Verpa/Folhapress
São Paulo | Agência Lupa

"Nenhuma [das estatísticas de criminalidade] cedeu [depois da intervenção no RJ]"
Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018

FALSO A intervenção federal no Rio de Janeiro começou em fevereiro deste ano e, em abril, o Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou queda em dois dos três indicadores considerados estratégicos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). 
O número de roubos de veículos foi de 4.891, em abril de 2017, para 4.657, em abril de 2018. 
O total de roubos de rua retrocedeu de 12.652 para 11.057 no mesmo período.
O único dos indicadores estratégicos que subiu foi a letalidade violenta: de 539 para 592. Procurado, Ciro não respondeu.

"Do dia em que, essa porcaria (a reforma trabalhista) entrou em vigor (...) até hoje foram destruídos 380 mil postos de trabalho"
Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018

EXAGERADO Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que 29,7 mil vagas de emprego com carteira assinada foram fechadas desde novembro de 2017, quando a reforma trabalhista entrou em vigor.
O último relatório do Caged é de abril de 2018. Procurado, Ciro não respondeu.

"O Rio de Janeiro foi o estado que mais perdeu empregos [desde 2015]"
Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018 

VERDADEIRO, MAS O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que o Rio de Janeiro perdeu 525 mil vagas de trabalho desde janeiro de 2015. Isso equivale a 3,8% da população em idade para trabalhar no estado. Proporcionalmente, é a maior queda observada nesse período. Em números absolutos, no entanto, São Paulo teve mais vagas fechadas: 778 mil.
Vale ainda ressaltar que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnadc/T), do IBGE, que usa uma metodologia diferente, mostra que o número de pessoas empregadas no Rio caiu 145 mil entre o último trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2018.
Há seis estados com dados absolutos mais altos: Bahia (795 mil), Maranhão (367 mil), Alagoas (236 mil), Pernambuco (226 mil), Piauí (190 mil) e Rio Grande do Sul (152 mil).

"Sabe quantos policiais foram assassinados no RJ já nesse ano? 40" 
Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018  

VERDADEIRO, MAS Na verdade, o número é ainda maior do que o citado. Ao todo, 53 policiais foram mortos em 2018 no estado do Rio de Janeiro.
A assessoria da Polícia Militar informa que, de janeiro até ontem (21), 51 policiais militares haviam sido mortos no estado. Trinta e três deles estavam de folga quando foram assassinados. Outros 13, em serviço, e 5 eram da reserva.
A Polícia Civil comunicou, por sua vez, que dois policiais civis "“um delegado e um inspetor"“ foram mortos em 2018. Desses dois agentes, somente o delegado estava trabalhando no momento do crime.

"[O Brasil tem hoje] 37 milhões [de pessoas] trabalhando sem carteira assinada"
Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018   

VERDADEIRO, MAS A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Trimestral (Pnadc/T), do IBGE, mostra, na verdade, um número ainda maior.
No primeiro trimestre de 2018 (último dado disponível), 42,4 milhões de pessoas trabalhavam sem carteira assinada no Brasil.
Isso inclui empregados do setor privado (10,7 milhões), do setor público (2,2 milhões) e domésticos (4,3 milhões) sem carteira, trabalhadores por conta própria (23 milhões) e trabalhadores familiares auxiliares (2,2 milhões).

Chico Marés, Izabella Bontempo , Plínio Lopes e Nathália Afonso
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