Descrição de chapéu Eleições 2018

Meirelles elogia legado do governo Temer e não vê sua candidatura em risco

Segundo ele, a maior parte do MDB continua firme na decisão de ter uma candidatura própria

Renan Marra
São Paulo

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) elogiou nesta segunda-feira (19) o legado do governo Temer e disse que não vê a sua candidatura à Presidência da República em risco.

Pré-candidato à Presidência pelo MDB, ex-ministro Henrique Meirelles fala em evento da Unica, em São Paulo
Pré-candidato à Presidência pelo MDB, ex-ministro Henrique Meirelles fala em evento da Unica, em São Paulo - Jorge Araujo/Folhapress

De acordo com Meirelles, a maior parte do MDB continua firme na decisão de ter uma candidatura própria. Seu nome, diz, certamente será aprovado na convenção partidária.

"Nada impede que a minha candidatura decole. Ela já começa a ter uma aceitação muito forte", disse o pré-candidato durante o Fórum Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar), em São Paulo. 

Segundo pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, Meirelles não passa de 1% das intenções de voto. Os números, diz Meirelles, se justificam pelo fato de que seu nome ainda é desconhecido. 

O pré-candidato, entretanto, acredita que irá ganhar força a partir do início da campanha oficial. Ele disse que suas pesquisas mostram que apenas 5% da população o conhecem, e que 20% dessas pessoas votariam nele caso a eleição fosse hoje. 

Apesar da confiança, Meirelles enfrenta resistência dentro do MDB —ele já foi alvo de criticas do senador Renan Calheiros, por exemplo. Para o ex-ministro, as críticas são normais.

"É um grande partido, presente no Brasil inteiro. É normal que existam opiniões diferentes", diz.

Meirelles afirmou que o Brasil enfrentou a maior recessão de sua história, e que o governo Temer teve papel fundamental para a retomada da economia. Ele defendeu medidas tomadas pelo governo federal como a reforma trabalhista e o teto de gastos.

Segundo Meirelles, o país tem condição de crescer até 4% nos próximos anos. Para isso, o tamanho do Estado deve diminuir e a participação do setor privado na economia aumentar.

O ex-ministro ressaltou, no entanto, que a situação ainda não é a ideal e que a população permanece receosa com a economia. 

"Existem muitos desempregados. Isso me entristece", disse.

O pré-candidato João Amoêdo (Novo), que também palestrou no evento, também defendeu menor peso do Estado na economia. Ele reafirmou ser favorável à diminuição da carga tributária, a uma maior liberdade econômica e menos burocracia. 

Segundo Amoêdo, o Brasil é um "país disfuncional", onde as pessoas precisam trabalhar cinco meses para pagar os impostos.

O pré-candidato pelo PSC Paulo Rabello de Castro, também presente no evento, afirmou que o governo é "inimigo do desenvolvimento nacional" e o "centro dos nossos problemas".

"O governo tem de mudar", afirmou Castro. "O Brasil está sufocado pela falta de liberdade [de preços]".

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