Descrição de chapéu Eleições 2018

PT e até Lula pensam em plano B, mas não verbalizam, diz Tarso

Para ele, o PT não deveria selar alianças com personalidades e partidos 'coniventes com o golpe'

Catia Seabra
São Paulo

O ex-ministro Tarso Genro afirmou acreditar que todo o PT e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pensam em um plano B para a disputa presidencial de outubro. Segundo Tarso, os petistas só não admitem, publicamente, por ainda ter expectativa de reversão da condenação do ex-presidente, que está preso desde abril.

O ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), que acredita em um plano B do partido
O ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), que acredita em um plano B do partido - Mauro Pimentel - 4.mar.16/Folhapress

“Acho que todo o partido e o próprio Lula estão pensando no plano B, mas não verbalizam isso por razões óbvias. Da minha parte, o enigma é diferente: qual é o sistema de alianças que vai orientar este plano B? É isso que deveria determinar este plano”, disse Tarso, nesta quinta-feira (21).

Para ele, o PT não deveria selar alianças com “personalidades e partidos coniventes com o golpe”.

Apesar do discurso esperançoso de petistas, o próprio Lula tem se mostrado descrente quanto às chances de vitória na próxima terça-feira (26), quando o STF (Supremo Tribunal Federal) julgará novo pedido de libertação do ex-presidente.

A situação de Lula é, cada vez mais, alvo de intenso debate nas reuniões internas do PT. Na segunda-feira (11), o conselho político do partido, criado após prisão de Lula, voltou a discutir a possibilidade de antecipação do nome do vice na chapa presidencial. O tesoureiro do PT, Emídio de Souza, e o vice-presidente Márcio Macedo se opuseram à proposta.

Um dos participantes, o ex-ministro Aloizio Mercadante manifestou preocupação com a falta de porta-vozes credenciados para falar em nome do PT na pré-campanha.

Na reunião, que foi gravada para que fosse exibida a Lula, o ex-ministro Franklin Martins também mostrou-se apreensivo quanto à ausência de uma estratégia de curto prazo.

Petistas discutiram ainda a necessidade de realização de pesquisas sobre a viabilidade eleitoral de nomes alternativos ao de Lula para a disputa presidencial.

Presente, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, insistiu na importância de organização da pré-campanha.

Um dos cotados para assumir a candidatura, o ex-prefeito Fernando Haddad participou da reunião, bem como os ex-presidentes do PT Rui Falcão e José Genoino.

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