Descrição de chapéu Eleições 2018

Manuela relata ameaça e vai ao TSE pedir proteção da PF

Candidata a vice-presidência foi alvo de notícias falsas que a relacionam com agressor de Bolsonaro

Manuela D'ávila (PCdoB), candidata a vice-presidente na chapa do PT, durante encontro com estudantes cotistas e beneficiários do Prouni, em São Paulo
Manuela D'ávila (PCdoB), candidata a vice-presidente na chapa do PT, durante encontro com estudantes cotistas e beneficiários do Prouni, em São Paulo - Marlene Bergamo - 10.set.2018/Folhapress
Nathan Lopes

Após relatar ameaça, a candidata a vice na chapa do PT, Manuela D'Ávila (PCdoB), entrou com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo que a PF (Polícia Federal) passe a fazer sua segurança. Manuela teme atos de represália em razão de mensagens divulgadas em redes sociais que a acusam de ter ligação com o esfaqueador do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro.

Na petição, as defesas de Manuela e da coligação apresentam mensagens em redes sociais com notícias falsas dizendo que a candidata teria entrado em contato com Adélio Bispo, que esfaqueou Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) em 6 de setembro. Segundo as publicações, existiriam registros telefônicos entre Manuela e Adélio no período das 6h às 15h no dia do ataque a Bolsonaro. A PF, porém, já indicou que o esfaqueador agiu sozinho.

"São inúmeras as afirmações [em mensagens nas redes] de que a candidata estaria monitorando o terrorista, bem como que o ocorrido teria sido resultado de planejamento do Partido dos Trabalhadores", diz a defesa. "Prosseguem asseverando que Juiz de Fora teria sido escolhida pelo apoio petista dos alunos da universidade federal, os quais também teriam sido acionados por Manuela exatamente para 'provocar tumulto'".

Manuela conta com segurança privada, contratada pela campanha, para agendas em Porto Alegre e em São Paulo. Em outras localidades, é necessário pedir o apoio de militantes da coligação. Os candidatos a presidente, por sua vez, recebem proteção de agentes da PF, como é o caso do cabeça de sua chapa, Fernando Haddad (PT).

A defesa pontua que o atentado contra Bolsonaro gerou comoção entre seus seguidores, sendo que alguns "compartilham notícias falsas como forma de encontrar na oposição algum culpado pelo ocorrido". "Esta cólera generalizada, que se alimenta de informações inverídicas como a relatada, é terreno fértil para os ditos'justiceiros' que pretendem vingar seu 'mártir' fazendo justiça com as próprias mãos."

Manuela chegou a receber mensagem de um seguidor de Bolsonaro acusando-a pelo crime e afirmando que ela teria planejado "tudo e com detalhes". À candidata, o seguidor pediu para que ela ficasse preparada, em um texto com teor de ameaça. Além da proteção à PF, a defesa pede que os conteúdos mencionados sejam excluídos das redes sociais. Os advogados também querem que a PGR (Procuradoria Geral da República) e própria PF apurem as ameaças e tomem providências. 

A petição foi apresentada nesta segunda-feira (24) e está sob relatoria do ministro Geraldo Og Niceas Marques Fernandes, do TSE. Não há prazo para que ele se manifeste.

UOL

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