Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Bolsonaro anuncia advogado da União para comandar AGU

A Advocacia-Geral da União deve perder o status de ministério

Talita Fernandes Gabriela Sá Pessoa
Brasília

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou na manhã desta quarta-feira (21) o nome do advogado André Luiz de Almeida Mendonça para chefiar a AGU (Advocacia-Geral da União).

“Informo a todos que a Advocacia-Geral da União será liderada pelo senhor André Luiz de Almeida Mendonça, advogado com ampla vivência e experiência no setor”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais.

A AGU deve perder o status de ministério que tem atualmente na gestão de Michel Temer, mas o governo de transição ainda não confirmou essa mudança.

Mendonça é advogado da União e atua como consultor jurídico da CGU (Controladoria-Geral da União). Ele já foi corregedor da AGU na gestão de Fabio Medina Osório, no governo Temer.

Aos 45, ele é integrante da AGU desde 2000, quando encerrou sua atividade como advogado concursado da Petrobras (entre 1997-2000).

Advogado de carreira, Mendonça é também pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília.
A escolha do nome dele foi comemorada por meio de nota pela Anauni (Associação Nacional dos Advogados da União).

"É motivo de alegria para a carreira o fato de o Exmo. sr. presidente eleito ter dado continuidade ao costume de ter um membro dos seus quadros nomeado para ocupar o relevante cargo de advogado-geral da União, um dos mais importantes da República", diz o texto.

A atual ocupante do cargo, ministra Grace Mendonça, também cumprimentou seu sucessor.

"Recebi com satisfação a notícia de que a Advocacia-Geral da União continuará sob o comando de um membro da instituição. Desejo sorte ao meu colega André Luiz de Almeida Mendonça para que supere todos os desafios que se colocarem durante sua gestão. Prestaremos todas as informações para que a transição seja feita de forma harmoniosa. Agradeço aos 12 mil membros, servidores e colaboradores da AGU por todo o apoio. Nossa casa é hoje maior do que nunca."

Onyx afirmou nesta quarta que não há ainda um desenho sobre a estrutura ministerial de Bolsonaro, mas disse que o plano é que fique abaixo de 20.

Ainda como candidato, o eleito prometeu reduzir a estrutura de 29 pastas para 15.

"Nós temos um compromisso de redução da estrutura ministerial. Para um país que teve 40, nós pretendemos ficar aquém dos 20 ministérios", disse Onyx.

Ele prometeu a definição final da estrutura da Esplanada para até meados de dezembro, quando Bolsonaro passará pela terceira cirurgia decorrente da facada recebida durante a campanha.

Ele deu como incertos ainda os destinos de instituições como a Funai e o Cade.

"A questão da Funai é muito mais de respeito à Constituição e legislação e diretriz de governo do que propriamente onde ela está. É importante saber que tem que equilibrar, dar espaço e liberdade para os povos indígenas crescer e se desenvolver", disse. 

Sobre o Cade, ele indicou que a autarquia deve permanecer subordinada à Justiça.

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