Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Bolsonaro minimiza crise com Mourão e diz que a briga é por quem 'lava a louça'

Presidente recebeu jornalistas no Planalto em meio a ataques do filho Carlos ao vice

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro minimizou nesta quinta-feira (25) os atritos com o vice-presidente, Hamilton Mourão, e disse que manterá a parceria com ele, no mínimo, até 2022.

A declaração foi dada em um café com jornalistas no Palácio do Planalto, para o qual a Folha não foi convidada.

Segundo relatos do jornal Valor Econômico, que participou do encontro, Bolsonaro comparou a crise envolvendo Mourão e seu filho Carlos, vereador no Rio, a um casamento.

"Estamos dormindo juntinhos a noite toda", afirmou o presidente, de acordo com o jornal. "Durante o dia, brigamos sobre quem lava a louça", disse. Mourão também esteve presente na conversa com a imprensa.

Mesmo após Jair Bolsonaro ter afirmado na terça-feira (23) que queria colocar um "ponto final" na briga entre seu filho e o vice, o vereador segue com publicações críticas a Mourão nas redes sociais.

Nesta quarta (24), por exemplo, em uma das postagens sobre Mourão, Carlos disse ser "estranhíssimo seu alinhamento com políticos que detestam o presidente", como o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL). O filho do presidente ainda escreveu: "Lembro que não estou reclamando do vice só agora e tals... são apenas informações!".

Na terça-feira, ao deixar seu gabinete no Planalto, Mourão afirmou que adotaria uma postura de não criar confronto e exemplificou com um ditado popular: "Quando um não quer, dois não brigam".

Participaram do encontro com Bolsonaro: Ailton Nasser (Record News), Erick Klein e Franz Vazek (Rede TV), Ricardo Gandour (CBN), Rodrigo Rangel (Crusoé), Cláudia Safatle (Valor Econômico), Andreza Matais (O Estado de S. Paulo), André Lahóz Mendonça de Barros (Exame), Daniela Pinheiro (Época), André Petry (Veja), Carlos José Marques (IstoÉ), Felipe Moura Brasil (Jovem Pan), Sheila Magalhães (Rádio Band News), Marcelo D´Angelo (Band News), João Borges (GloboNews) e Leandro Cipoloni (CNN Brasil).

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