Veja a repercussão da morte do jornalista Clóvis Rossi

Decano da Folha morreu na madrugada desta sexta, aos 76 anos

São Paulo

 

Colegas de profissão, amigos e personalidades manifestaram pesar pela morte do jornalista Clóvis Rossi, 76, na madrugada desta sexta-feira (14). Veja a repercussão:

Dias Toffoli, presidente do STF e CNJ
Clóvis Rossi foi um dos maiores repórteres e articulistas da história do Brasil. É uma perda lamentável para o jornalismo do nosso país. Ele deixa um trabalho de referência prestado durante décadas ao leitor brasileiro. Meu respeito, solidariedade e minhas sinceras condolências à família e aos colegas de profissão, especialmente aos amigos da redação da Folha de S.Paulo, onde estava há quase 40 anos.

(Além da nota oficial, Toffoli fez uma homenagem a Rossi na abertura de um evento no Supremo sobre a identidade brasileira. Segundo ele, o jornalista fez história. "Não posso deixar de registrar uma tristeza na data de hoje. Já que estamos falando de história, ficam aqui a nossa homenagem e a nossa declaração de respeito, de solidariedade e de pêsames à familia, aos amigos e à Folha de S.Paulo, onde ele trabalhou durante tantos anos".) 

João Doria, governador de São Paulo (PSDB)
O jornalismo brasileiro perde um de seus principais expoentes. A compreensão do mundo fica mais difícil sem olhar dedicado e racional de Clóvis Rossi. Meus sentimentos e solidariedade aos amigos e familiares.

Nota da Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo lamenta a perda de um dos mais respeitados jornalistas do país, Clovis Rossi, que em mais de 50 anos de carreira contribuiu de maneira decisiva para a consolidação da democracia brasileira e o aprimoramento das nossas instituições. Rossi era fanático pela sua cidade e um orgulho para os paulistanos.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (DEM)
O Brasil perdeu um dos seus mais experientes jornalistas com a morte de Clovis Rossi. Suas colunas na Folha eram um espaço de cultura, inteligência e bom senso, mas, sobretudo, de uma profunda capacidade analítica sobre o que ocorria no mundo.

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente (PT)
Tive o privilégio de conviver com Clóvis Rossi em alguns dos momentos mais importantes da história de nosso país nas últimas décadas. Sou testemunha de seu compromisso com o bom jornalismo, que ele exercia com paixão. Seu talento era tão grande quanto a generosidade com os colegas mais jovens. O Brasil perde um de seus maiores jornalistas, num momento em que precisamos tanto de uma imprensa correta, equilibrada, fiel aos fatos, comprometida com a verdade e com o país. Lamento profundamente a morte de Clóvis Rossi e transmito meus sentimentos à família, aos amigos, companheiros de profissão e aos inúmeros leitores que, assim como eu, vão sentir muito sua falta.

Tereza Cristina, ministra da Agricultura (DEM)
O Brasil perdeu hoje uma grande referência do jornalismo: Clóvis Rossi. Meus sentimentos aos familiares e aos colegas de profissão.

ACM Neto, prefeito de Salvador (DEM)
Lamento muito a morte do jornalista Clóvis Rossi, um dos principais analistas do cenário político brasileiro (e mundial) dos últimos 50 anos. Os textos de Clóvis Rossi na Folha de S.Paulo são um exemplo do jornalismo crítico, são a tradução dos momentos vividos por nosso país.

Rui Costa, governador da Bahia (PT)
O jornalismo brasileiro perdeu hoje um dos seus mais premiados e experientes nomes. Clóvis Rossi dedicou mais de 55 anos à profissão e se tornou uma referência para gerações. Aos familiares, amigos e colegas de profissão, meus sentimentos neste momento de dor.

José Serra, senador e ex-governador de São Paulo (PSDB)
Perdemos nesta madrugada um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro. A inteligência, a seriedade e a capacidade de trabalho de Clóvis Rossi farão falta ao Brasil. Meus sentimentos à família e aos seus colegas da Folha.

Ivan Valente, Deputado Fedral (PSOL/SP) e líder da bancada
O jornalismo sincero, correto e profundo perde muito com a partida de Clóvis Rossi. Ele deixa uma lacuna na imprensa brasileira quando se trata de reflexões complexas e abrangentes sobre a realidade nacional e a conjuntura internacional. Nem sempre concordamos, mas é impossível não ler. Sempre inspirou respeito e dignidade. Meu vizinho de bairro. Condolências à toda família.

Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio
Tive o prazer de ser entrevistado e ter conversas informais com Clóvis Rossi inúmeras vezes ao longo de minha carreira, incluindo em meu atual posto como Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio. Desenvolvi admiração profunda por sua retidão, como profissional e como pessoa. O jornalismo brasileiro perde um pilar, um mentor e um exemplo. Compartilho meus sentimentos e minha solidariedade com a Folha, seus leitores e todos aqueles que tiveram o privilégio e o prazer de conviver com Clóvis ou de simplesmente desfrutar de seu jornalismo exemplar.

João Alfredo dos Anjos, diretor de comunicação do Ministério das Relações Exteriores
O jornalismo brasileiro perdeu hoje um de seus mais brilhantes e completos profissionais. Em suas mais de cinco décadas de atividade nas principais redações do país, e na Folha de S. Paulo em especial, Rossi foi referência de coragem, senso crítico e profissionalismo. Seu vasto conhecimento e experiência em temas internacionais farão muita falta a todos os seus leitores, e, em especial, aos seus muitos amigos e admiradores no Ministério das Relações Exteriores.

Henrique Meirelles, secretário estadual da Fazenda de São Paulo
Sua capacidade de traduzir com clareza para nós, leitores, uma realidade global cada vez mais complexa fará muita falta na imprensa brasileira.

Yasuhi Noguchi, cônsul-geral do Japão em São Paulo
Lamento a perda de Clóvis Rossi, um dos principais jornalistas do país, ganhador de vários prêmios jornalísticos

Marina Silva (Rede), ex-senadora e ex-ministra
O Brasil perde uma grande referência do jornalismo, o competente Clóvis Rossi, decano da Folha de S.Paulo, sempre foi muito respeitado e admirado por diferentes gerações de profissionais da imprensa. Peço a Deus que conforte os familiares e amigos nesse momento de perda e dor.

Ciro Gomes, ex-governador e ex-ministro
Neste momento grave em que se encontra nosso país, perder uma figura tão lúcida e respeitada como Clóvis Rossi não é ruim apenas para o jornalismo, mas para o Brasil. Lamento profundamente. Meus sentimentos à família e aos amigos.

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT 
O jornalismo brasileiro perde um dos seus mais importantes e competentes profissionais de sua história. A morte de Clóvis Rossi é uma notícia triste e lamentável, ainda mais neste momento tão difícil da nossa história, com ameaças à democracia e ataques ao jornalismo e aos direitos do povo. Seu compromisso com a verdade e a democracia eram sólidos e inabaláveis.

PSDB
É com extremo pesar que o PSDB Nacional recebe a notícia de falecimento do jornalista Clóvis Rossi, mestre de tantas gerações e exemplo de competência e profissionalismo no trato pessoal e da notícia.

Antonio Britto, ex-governador do Rio Grande do Sul
Era jornalista do tipo —cada vez mais raro— que prefere ter dúvidas a ter certezas, que se proíbe de paixões ou ódios por personagens ou fatos. E faz da profissão um persistente exercício do ceticismo. Que pergunta em vez de afirmar. Que escuta antes de falar. E estuda, estuda muito antes de escrever. Se as escolas de jornalismo ainda tem a ambição de contribuir para o País, façam algo simples: estimulem os alunos a ler o Clóvis. E, como ele, encontrar prazer no exercício da dúvida. 

Tasso Jereissati, senador (PSDB-CE)
Compartilhamos o sentimento de pesar de todos os dirigentes e profissionais da Folha de S. Paulo, em virtude do falecimento do jornalista Clóvis Rossi, uma perda irreparável para a imprensa brasileira. Nesse instante, em que o país passa por momentos tão conturbados, a palavra equilibrada de Clóvis era sempre uma referência, exemplo de compromisso com a verdade e profissionalismo.

Duarte Nogueira, prefeito de Ribeirão Preto (SP)
O jornalismo brasileiro amanheceu de luto nesta sexta-feira (14) pelo falecimento de Clóvis Rossi, um dos maiores nomes da imprensa nacional. Seu compromisso com a verdade, com a qualidade da notícia, com a ética profissional e com o respeito ao público leitor são marcas do trabalho sério que inspirou gerações. A Prefeitura de Ribeirão Preto e o prefeito Duarte Nogueira se solidarizam com a família e amigos neste momento de pesar. Nossas orações e abraços à viúva e nossa amiga, Catarina Rossi.

 
José Antônio Barros ​Munhoz, deputado estadual de São Paulo (PSB)
É com pesar e tristeza que recebi a notícia do falecimento do jornalista Clovis Rossi. Referência da imprensa brasileira pela postura crítica e jornalismo responsável, deixa uma irreparável perda para a sociedade brasileira. Aos familiares e ao Grupo Folha, nossos mais profundos sentimentos.
 
Tasso Jereissati, senador (PSDB-CE) 
Trata-se de uma perda irreparável para a imprensa brasileira. Neste instante, em que o país passa por momentos tão conturbados, a palavra equilibrada de Clóvis Rossi era sempre uma referência, exemplo de compromisso com a verdade e de profissionalismo. ​
 
 
Antonio Roque Citadini, presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP)
Em nome do colegiado, manifestamos nosso profundo pesar pela perda do jornalista Clovis Rossi. Fez escola e foi referência para gerações de jornalistas, praticando com correção a profissão e colaborando, sobremaneira, com os ideais da liberdade de expressão e a democracia brasileira. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e colegas da Folha de São Paulo.
 
José Manuel Barroso, ex-presidente da Comissão Europeia
Morreu Clovis Rossi, jornalista da Folha de S.Paulo. Dei lhe entrevistas e falei várias vezes com ele no Brasil e na Europa. Gostava bastante dele. Bolas, não se devia morrer!

Rosental Calmon Alves, jornalista
O jornalismo brasileiro perdeu um de seus melhores profissionais e eu perdi um dos meus mais queridos amigos que inspirou minha carreira

Roberto D'Ávila, jornalista
Rossi era um querido amigo há mais de 40 anos. Junto com o Reali e o Janio são minhas admirações como e pessoas e jornalistas.

João Caminoto, diretor de jornalismo do Grupo Estado
Lamento profundamente a morte do Clóvis, uma pessoa excepcional, com quem tive o privilégio de conviver durante meus anos de correspondente na Europa. Um dos jornalistas mais competentes e completos que conheci. 

Nota da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)
A Abraji recebe com tristeza a notícia do falecimento de Clóvis Rossi, um dos melhores repórteres da história do jornalismo brasileiro. Em 2015, ele foi homenageado em nosso 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Nota da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Associação Nacional de Editores de Revistas e Associação Nacional de Jornais 
Um dos mais destacados jornalistas da história recente do país, exemplo de ética e dos melhores valores da atividade jornalística. Essencialmente repórter, como sempre gostou de destacar, Clóvis Rossi simboliza tudo o que o jornalismo representa para a sociedade: busca da verdade e valorização da informação correta. Sua trajetória fica como um legado para o jornalismo e a democracia.

Roberto Mateus Ordine, presidente da Associação Comercial de São Paulo – ACSP
A Associação Comercial de São Paulo - ACSP externa seu pesar pelo falecimento do brilhante jornalista Clóvis Rossi, que exerceu a profissão de forma honrosa, prestando relevante serviço ao País.

Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais
Para minha geração de repórteres, ele era um norte - o jornalista que queríamos ser quando fôssemos grandes.

Nota da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Associação Nacional de Editores de Revistas e Associação Nacional de Jornais 
Um dos mais destacados jornalistas da história recente do país, exemplo de ética e dos melhores valores da atividade jornalística. Essencialmente repórter, como sempre gostou de destacar, Clóvis Rossi simboliza tudo o que o jornalismo representa para a sociedade: busca da verdade e valorização da informação correta. Sua trajetória fica como um legado para o jornalismo e a democracia

Sérgio de Azevedo Redó, presidente da Associação Paulista de Imprensa
A Associação Paulista de Imprensa, através de sua diretoria, conselheiros e associados manifestam consternação e condolências aos familiares do jornalista Clovis Rossi. Ele sempre será um divisor de águas no jornalismo brasileiro em razão de sua capacidade técnica, analítica da informação, fruto do aprofundado estudo que fazia sobre cada tema a ser abordado. Os jornalistas de São Paulo estão profundamente consternados pela irreparável perda de um dos mais importantes e emblemáticos profissionais da comunicação social do Brasil. Quando perdemos um ente querido da nossa família ou da cotidiana convivência sabemos que a única forca que nos conforta é acreditarmos em Deus. O guerreiro apenas descansou! Que assim seja!

Juca Kfouri, colunista da Folha
A um jornalista não é permitido dizer que lhe faltam palavras. Pois descobri agora mesmo que estou na profissão errada... 

Reinaldo Azevedo, colunista da Folha
Sempre reconheci em seu trabalho a coragem, a honestidade intelectual, a disposição para desafinar o coro dos contentes, o rigor técnico, a reverência à Sua Majestade o Fato, a integridade profissional de quem não se deixa constranger por vagas influentes de opinião. Concordássemos ou não, fazia questão de saber o que ele pensava. Porque também na discordância a sua opinião ajudava a iluminar a minha

William Bonner, jornalista
Num momento desses, perdemos todos o olhar atento e a voz firme de um sentinela das democracias.

José Hamilton Ribeiro, jornalista
Clóvis Rossi alcançou a sabedoria de ser simples. Simples como Voltaire, Erasmo, Garcia Márquez. Cobrindo eventos complicados, como encontro de presidentes ou —pior ainda— de economistas acadêmicos, onde se usa a palavra mais para esconder que para revelar, Clóvis ia só na essência e escrevia dum jeito que todos entendiam e se encantavam. Vai ser difícil haver outro Clóvis Rossi!

João Batista Natali, jornalista
O que me espantava era a portentosa capacidade de trabalho que ele tinha. Lembro-me que em 1987, durante a Constituinte, numa reunião de pauta às 8h30 da manhã, ele apareceu com duas reportagens já redigidas. Havia acordado dois ministros, um deputado e um senador. Senti com segurança esse empenho quando, como editor de Mundo, eu o tinha como correspondente em Buenos Aires, durante a Guerra das Malvinas (1982). Certa vez eu perguntei se ele tomava cryptonita no café da manhã. Um de seus apelidos era, justamente, "Capitão Folha". Um homem também de invejável generosidade.

Breno Altman, jornalista
Acordei e me deparei com a notícia, surpreendente e triste, da morte de Clóvis Rossi. Ele foi um exemplo, um mestre, para a minha geração de jornalistas e todas as que vieram depois. Todos que nos interessávamos por jornalismo internacional, tínhamos nele a maior das referências sobre o trabalho a ser feito. Mesmo com as divergências nos últimos anos, tinha por ele muito carinho e respeito. Tremendo profissional e um grande ser humano. 

Luiz Caversan, jornalista
Um aspecto notável do Clóvis Rossi, além de sua inesgotável generosidade com os colegas mais novos e/ou inexperientes, era a sua capacidade de escrever. Escrever muito, rápido, de forma precisa, conclusiva. Ainda no tempo da máquina de escrever, era uma lição para nós apenas assistir a tamanha velocidade ao datilografar, sem parar, sem erro, resultando num texto preciso, claro, concatenado; como dizíamos, texto final. Parecia que a qualquer momento a máquina começaria a soltar fumaça e desmontar, como na ocasião em que ele foi escalado para consolidar uma reportagem que contou com a colaboração de diversos correspondentes da Folha. Ele colocou espalhados sobre a mesa os textos enviados de todo o Brasil, leu um por um, sentou-se à máquina e produziu ligeiro um texto final impecável, em que todas as informações relevantes de cada uma das reportagens enviadas fora contemplado. Também tecnicamente Rossi era um assombro.

Paulo Sotero, ex-correspondente do Estadão e diretor do Brazil Instituto do Wilson Center, em Washington
Tive a fortuna profissional de atuar com o Clóvis no Jornal da República, diário de vida curta que marcou o início da transição para a democracia, no final dos anos 70. Compartilhamos várias coberturas internacionais, ele atuando pelo Estadão e, depois, Folha; eu, na Veja, Istoé, Gazeta Mercantil e Estadão. Divergimos apenas uma vez, na cobertura da Alca. Mas foi um desentendimento passageiro, que não deixou ressentimentos. Lamento muito a triste notícia. O Rossi foi um dos nossos melhores, ao longo de mais de meio século. Pessoalmente, creio que sua grande contribuição foi o respeito aos fatos, o rigor na elaboração dos textos, sem falar de sua sua monumental capacidade de trabalho e a atenção que sempre dedicou aos colegas de profissão. A eles e à família do Rossi, que foi central em sua vida, apresento meus sinceros sentimentos. O legado do Rossi à imprensa é grande e crescerá com o passar dos anos, se os jornalistas que vieram depois honrarem em seu trabalho permanecendo fiéis aos valores da liberdade de imprensa, da justiça, do acesso à informação e do primado dos fatos sobre as opiniões, que o Clóvis cultivou acima de todos os demais.

Ricardo Viveiros, jornalista
Entre muitas lembranças boas, infinitos aprendizados, destaco um recente na convivência com esse Jornalista — assim, com J maiúsculo, que foi o Clovis Rossi. Há alguns anos, fui ao Chile em missão empresarial e, em evento no Palácio do Governo, a então presidente Michelle Bachelet, recebeu para um almoço os políticos e os empresários brasileiros. Chovia e fazia frio. Clovis Rossi já era um profissional respeitado e conhecido, membro do Conselho da Folha de S.Paulo. Por dever de ofício, fui dar uma olhada lá fora, no burburinho da mídia que cobria o fato. Meu olhar detectou Rossi com um capuz, sob uma árvore, todo molhado. Fui até ele e o convidei para entrar, almoçar conosco. Ele me cumprimentou com um abraço, mas, seguido de um sorriso agradecido, recusou o convite. E disse: “Aqui sou apenas mais um repórter em busca de notícias”. Ficou o exemplo da ética, dignidade, respeito à profissão. Perdemos muito com a morte de Clovis Rossi. Todos nós.

Gilberto Dimenstein, jornalista
Não conheci um único jornalista que não admirasse Clóvis Rossi. Tinha a garra de um foca e sabedoria de um veterano. Com ele, morre não apenas um grande ser humano. Mas um estilo de jornalista.

Miriam Leitão, jornalista
Morreu um dos grandes do jornalismo. Clóvis Rossi é um ícone, de alta competência. Suas análises tinham sempre muita informação porque permaneceu sendo repórter por toda a sua vida.

Luis Nassif, jornalista
Rossi fazia questão, sempre, de se apresentar como repórter, mesmo o repórter sendo o degrau mais baixo na hierarquia dos jornais —​por uma profunda distorção do modelo. Sempre foi, efetivamente, o grande repórter, capaz de encarar grandes reportagens continuadas, especialmente nas coberturas internacionais. Deixa um legado, em um momento em que a rapidez das notícias, o empobrecimento das redações, reduz cada vez mais o papel do personagem mais relevante do jornal: o repórter. E, principalmente, como orientador dos mais jovens.

Soledad Gallego-Díaz, diretora de redação do jornal El País, da Espanha
Alto, muito alto (creio que chegou a ser jogador de basquete) e muito generoso com os colegas estrangeiros, jornalistas perdidos que aparecíamos no Brasil para cobrir eleições, cúpulas internacionais ou acontecimentos extraordinários, Clóvis Rossi era a referência, o amigo, o professor que você sempre procurava, que sempre queria ver, porque ele sempre acrescentava inteligência a seu próprio texto, com um comentário irônico, uma explicação penetrante, uma visão própria capaz de descobrir o que você havia deixado de lado. Você o admirava imediatamente: era rapidíssimo, escrevia seu artigo, esplêndido, maravilhosamente escrito, e logo se aproximava para discretamente ver se podia ajudar, sobretudo se fosse um colega espanhol. Clóvis escreveu reportagens e análises extraordinárias sobre o fim do franquismo na Espanha e talvez por isso mantinha um olhar afetuoso conosco. E, ademais, a seu lado se ficava muito bem porque tinha senso de humor e uma infinidade de histórias maravilhosas para contar. Era já um famoso colunista, mas seguia encantando ir à rua, ver e contar. Faz anos, fui cobrir uma reunião internacional em uma cidade do Norte do Brasil. Clóvis Rossi estava lá. "Conte-me, o que está acontecendo no Brasil?" Ao meio-dia, me levou a um pequeno centro comercial. Para quê? "Para ver vitrines e quem está olhando vitrines." Tinha razão: aquelas mulheres que olhavam a loja de eletrodomésticos nem sequer haviam entrado naquele centro comercial fazia poucos anos. Jamais haviam pensando em comprar uma batedeira. Era o período de Lula e de uma nova, estupenda, classe média brasileira. E Clóvis Rossi me havia explicado em um segundo. Obrigado, professor 

Martín Granovsky, do jornal argentino Pagina12
Minha família sempre foi muito agradecida a Clóvis Rossi, porque ele noticiava com ética e responsabilidade sobre a repressão da ditadura militar. Tenho um primo que foi assassinado na época, e por conta disso, seu irmão se exilou no Brasil. Nessa época me aproximei de Clóvis como jornalista, ele se interessava muito sobre temas relacionados a direitos humanos e era muito sensível. Depois, compartilhamos muitas coberturas juntos, presidenciais, políticas, e me impressionava como combinava bem a precisão, o estilo e o bom humor.

Juan Cruz, do jornal El País, da Espanha
Elegante, sóbrio, con sentido de humor. Brasileiro na Europa. Europeu no Brasil. Delicadeza extrema. Um jornalista que aportou ternura ao ensino da profissão.

Jaime Abello Banfi, jornalista colombiano, fundador da FNPI (Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano) 
Clóvis Rossi foi um desses jornalistas-ponte. Fez uma ponte entre o Brasil e a América Latina. Destaco de seu trabalho o estilo, o classicismo, a ideia de fazer um jornalismo explicativo, que analisa e contextualiza, e que, além disso tinha muita elegância. É preciso lembrar que foi o primeiro brasileiro a ganhar o prêmio da Fundação Novo Jornalismo, criada por García Márquez, 

Horacio Verbitsky, jornalista argentino, colunista do Pagina12
Foi um grande jornalista e uma grande pessoa. Seu amor pela reportagem de rua foi impressionante. Em uma das visitas de Dilma a Argentina, houve um almoço na chancelaria. Quando entrei, Clóvis estava atrás do cerco para jornalistas, com seus quase dois metros e mais de 70 anos, debaixo da chuva, com o mesmo entusiasmo de um principiante. Sua amizade foi uma das boas coisas da minha vida.

Barbara Gancia, jornalista
Triste demais passagem de Clóvis Rossi, grande companheiro da Folha, um dos jornalistas mais bem humorados com quem convivi, sempre disposto a compartilhar o seu conhecimento e, para mim, uma das atrações dos almoços da Secretaria de Redação pelo alto astral e as tiradas irônicas

Hussein Kalout, cientista político 
Quando era colunista, me correspondia com ele e sempre havia o que aprender. Era uma mente impressionante, raciocínio diferenciado e de uma generosidade genuína.

Janio de Freitas, colunista da Folha
Dizer que Clóvis Rossi foi um jornalista verdadeiramente democrata pode parecer pouco, fora da imprensa. É dizer muito. Como repórter e comentarista de assuntos internacionais, Clóvis foi um sucessor que honrou o mestre Newton Carlos, tanto na prioridade que deu à América Latina por bastante tempo, como no ideal de vê-la livre de qualquer autoritarismo. A contribuição que deu à Folha foi, porém, mais do que jornalística: sua busca de equilíbrio fará falta.

Nota da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial 
Dono de um texto crítico e ao mesmo tempo bem-humorado, ficará para sempre no hall dos grandes nomes da imprensa brasileira de todos os tempos. Trata-se de uma grande perda tanto para o jornalismo quanto para a sociedade brasileira, já que, entre suas inúmeras qualidades, estavam um incansável espírito democrático. Sem dúvida, seguirá como referência para as novas gerações de jornalistas no Brasil.

Washington Olivetto, publicitário
Se eu aprendi a escrever alguma coisa na minha vida, foi lendo o Clóvis. O Clóvis era uma aula de como pensar, de como se comportar e de como escrever.

Boris Fausto, historiador
Venho expressar mina tristeza pela morte de Clóvis Rossi, jornalista de impecável padrão de conduta e defensor sem reticências do regime democrático ao longo de toda sua vida. Vale aqui o chavão: perda irreparável.

Alem Tedeneke, chefe de comunicação do Fórum Econômico Mundial
Todos aqui estão tristes com sua morte. Era um maravilhoso e respeitado jornalista. Tive a honra de trabalhar com ele durante nossos encontros.

Universidade Columbia
Clovis Rossi, medalha de ouro Cabot em 2001, foi um repórter incansável e colunista brilhante. Jornalista de destaque, foi reconhecido por seu trabalho não apenas no Brasil, mas em toda a América. Por mais de 50 anos, Rossi viajou pelo hemisfério para cobrir alguns dos mais importantes eventos noticiosos da região. Ele deu uma grande contribuição para a compreensão interamericana por meio do seu trabalho de campo, análises precisas e colunas.

O júri Cabot e a comunidade de premiados Cabot entristecem-se com essa notícia e lamentam que o Brasil não tenha mais o trabalho de Rossi nestes tempos turbulentos, quando o seu tipo de jornalismo é extremamente necessário.

Wilson Shcolnik, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC/ML)
A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) lamenta profundamente o falecimento do jornalista Clóvis Rossi.Rossi contribuiu de maneira ímpar para o jornalismo e para a sociedade, dedicando-se à profissão com absoluta competência e protagonismo.Em tempos de fake news, seu legado se perpetuará por muitas gerações como referência de como produzir informação de qualidade.

Nota da Votorantim S.A.
Em 56 anos de profissão, Clóvis Rossi enriqueceu o jornalismo com um ponto de vista único em cobertura de eventos históricos. O profissional foi um pensador aguçado, com abordagem irônica e divertida para falar de esporte, política e economia. Sempre defensor da pluralidade, debates intelectuais e, principalmente, a boa comunicação. Parte do conselho editorial do Grupo Folha, contribuiu para o jornalismo que conhecemos hoje, dando protagonismo para o que mais importa: a informação de qualidade. Seu profissionalismo nos fará falta.

Nota da Natura
A Natura lamenta profundamente o falecimento do jornalista Clovis Rossi. Como decano da redação da Folha de S.Paulo, seguiu —ao longo da vida— o melhor exemplo de jornalismo sério, incansável e investigativo na vigilância do poder. Temos a certeza de que o jornal manterá o legado desse importante jornalista e trilhará sempre o caminho arguto da reflexão crítica, direta e destemida.

Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Rossi exerceu, com maestria ímpar, o ofício da reportagem, pelo qual foi um apaixonado. Suas reportagens, no Brasil e em diversos países onde foi correspondente ou enviado especial, descortinavam realidades políticas e sociais muitas vezes desconhecidas de seus leitores. Como colunista de assuntos internacionais, de política e economia na Folha de S.Paulo, analisou, sempre de maneira profunda, elegante e precisa, os rumos do Brasil e sua inserção no mundo, especialmente no período inaugurado com a redemocratização dos anos 1980.​

Marcos da Costa, advogado, ex-presidente da OAB-SP
Era um defensor do Estado de Direito e das liberdades. Seus textos evidenciavam sua coragem ao denunciar arbitrariedades e sua indignação ao expor as injustiças. Ele não fará falta apenas ao jornalismo brasileiro; fará falta a própria democracia.

Fernanda Dabori, presidente da Advice Comunicação
Vai fazer muita falta para os que tiveram o privilégio de convivência e para seus leitores, que o conheciam pela lucidez com que sempre analisava os fatos, algo muito raro nos dias de hoje.

Davi Depiné Filho, defensor público-geral de São Paulo
Dono de um texto único, preciso e pulsante, Clóvis Rossi construiu ao longo de mais de 50 anos dedicados ao jornalismo uma carreira repleta de coberturas de acontecimentos marcantes no Brasil e no mundo, que lhe renderam prêmios e a admiração de seus pares e da sociedade em geral. Para além de seu trabalho na Folha de S.Paulo, teve uma importância ímpar na história do jornalismo brasileiro, realizando seu trabalho com altivez inclusive em períodos de autoritarismo e supressão da liberdade de imprensa.

Jack Terpins, presidente honorário do Congresso Judaico Latino-Americano
A convite do Congresso Judaico Latino-Americano Clovis Rossi viajou para Polônia, visitando um dos mais sombrios capítulos da história.Nas mãos, um bloco de notas e uma caneta, ouvia tudo com muita atenção. Era como se transportasse à época do nazismo. Ia para o hotel e “traduzia” para seus leitores, o que havia conhecido e sentido. Não é preciso revelar o resultado. Cada pessoa que lia, imediatamente, “viajava” no tempo pelos experientes olhos do jornalista.

Domingos Meirelles, presidente da Associação Brasileira de Imprensa 
A Associação Brasileira de Imprensa expressa profundo pesar pelo falecimento do jornalista Clóvis Rossi e solidariza-se com sua família, amigos e parentes nesse momento particularmente doloroso para todos nós.

Clóvis Rossi, sócio da ABI há 45 anos, era colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, onde ingressou em 1980.

Com a sua morte, na madrugada desta sexta-feira, morreu também um pouco de uma geração que exercia o jornalismo com nobreza, ética, paixão e profundo respeito pela notícia e os seus leitores.

Apesar do sonho frustrado de seguir a diplomacia, Clóvis Rossi foi um verdadeiro mestre e exemplo para centenas de repórteres que tiveram o privilégio de trabalhar sob seu comando, em diferentes veículos do País. O jornalismo não tem como repor a perda irreparável de um dos talentos mais exuberantes do nosso tempo.

Clóvis Rossi não partiu sozinho nesta madrugada. Conduzia pela mão o menino que sonhava em ser diplomata que sempre viveu dentro dele.

A ABI decretou luto de três dias pela morte de quem considerava a nossa profissão um sacerdócio e não admitia que fossem violados os mandamentos que regem este nobre ofício tão abastardado nos dias de hoje.

Nota da Chapa2 – ABI: Luta pela Democracia
A Chapa2 – ABI: Luta pela Democracia, que como oposição disputa a diretoria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) vem oficialmente a público lamentar a passagem de um dos mais experientes jornalistas que o país conheceu, o colega Clóvis Rossi, falecido na madrugada desta sexta-feira, dia 14 de junho.

Independentemente de Rossi ter se associado à chapa que tenta se reeleger, os participantes da Chapa2 – ABI: Luta pela Democracia não têm como negar a sua importância no jornalismo brasileiro e na redemocratização do país. Ele sempre foi um importante defensor do Estado Democrático de Direito, notadamente da Liberdade de Imprensa. Bandeiras que hoje nossa chapa defende.

Rossi, em cuja carreira conquistou diversos prêmios nacionais e internacionais por conta de suas reportagens, viveu como verdadeiro “foca” todo o seu tempo de jornalismo, mesmo acumulando mais de cinco décadas na profissão.

Ele jamais perdeu a humildade. Assim, ainda que reconhecido por todos os colegas com ícone da profissão, esteve sempre disposto a ajudar àqueles profissionais com os quais esbarrou e cruzou em sua longa e exitosa carreira, mesmo que se tratasse de um “concorrente”, isto é, profissional a serviço de órgão de imprensa diverso do qual trabalhava.

A capacidade profissional, a humildade como ser humano e a retidão de caráter ajudaram a transformá-lo em exemplo a ser seguido por todos. Por isso, podemos dizer, que fará falta não apenas na imprensa brasileira, mas entre os brasileiros defensores do Estado Democrático de Direito.

A Chapa2 – ABI: Luta pela Democracia se solidariza com seus familiares pela dor que sua ausência certamente trará, mas os lembra que o exemplo profissional dele jamais será esquecido.

Roberto Livianu, promotor de Justiça em São Paulo
Uum dos grandes vultos do jornalismo brasileiro. O Brasil perde um homem de coragem, independência e integridade, que sempre foram suas marcas.

Christian Gebara, presidente da Vivo, e José María Álvarez-Pallete, presidente da Telefónica
Com seu compromisso e dedicação à notícia, inspirou gerações de jornalistas e leitores. Apaixonado por futebol e com carinho especial pela Espanha, Rossi deixa um grande legado de dedicação ao jornalismo de qualidade. 

Alexandre Barreto, presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) 
Pautando seu trabalho pela dedicação e profissionalismo, Clóvis Rossi tornou-se referência para diversas gerações ao lançar um olhar crítico e independente sobre questões internacionais, de política e economia. Sua destacada atuação por mais de cinco décadas na imprensa deixa um legado valoroso, o qual merece ser celebrado e rememorado.

Fábio de Salles Meirelles, presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo
Tivemos o privilégio de conhecê-lo e admirar sua extraordinária capacidade de trabalho e dignidade na área do jornalismo.

Josué Gomes, empresário
Profundamente consternado, venho trazer-lhe e ao corpo de colaboradores da nossa Folha a manifestação de meu profundo pesar pelo falecimento, hoje, do jornalista Clóvis Rossi. Com sua partida, Clóvis Rossi deixa para o jornalismo brasileiro o exemplo de profissional dedicado, competente e admirado por sua isenção na abordagem dos problemas enfrentados do país e do mundo. Peço-lhe transmitir a sua família a minha solidariedade neste momento de tristeza e dor.

Tião Rocha, empreendedor social
Tive a oportunidade e o privilégio de conhecê-lo, em novembro de 2007, por ocasião do Prêmio Empreendedor Social da Fundação Schwab e Folha. O resultado de nossas conversas apareceu, para minha surpresa e gratidão, na sua coluna do dia 23 de novembro de 2007, reproduzida abaixo. Lembro-me de nossa conversa:
- Você está perdendo os meninos para o futuro!, disse ele.
- Pode?, perguntei eu.
- Pode. Pode sim. Não pode é perder para o atraso!
Daquele dia em diante coloquei na minha agenda de vida: eu quero perder os meninos para o futuro e não deixar nenhum para trás. Nenhum a menos. E construir futuros possíveis e melhores.

Andrea Matarazzo, empresário
Lamento a perda de Clóvis Rossi, que prestou serviço histórico não apenas à Folha de S.Paulo mas ao Brasil.

Oded Grajew, empresário
Admirava o jornalista Clovis Rossi por suas qualidades profissionais. Gostava do Clovis por suas qualidades pessoais. Fiquei muito triste com o seu falecimento. Nos fará muita falta.

Jorge Görgen, gerente de relações com a imprensa para a América do Sul da CNH Industrial
Lamento a morte do jornalista Clóvis Rossi, colunista da Folha. Sua ausência será sentida por uma legião de leitores. Uma grande perda. Neste país de pouca memória e não dado ao debate e a enfrentar o contraditório, Clóvis Rossi fará muita falta. Meus sentimentos à redação da Folha, colegas, parentes e amigos.

Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos 
O jornalismo brasileiro perde um de seus principais interlocutores. O olhar aguçado, o pensamento sempre muito bem expresso em seus textos o fizeram ser admirado por profissionais e leitores que valorizam o jornalismo independente e crítico. Foi um permanente defensor das liberdades democráticas. Sempre apoiou as causas do Ethos e com carinho nos chamava de "malucos com boa vontade". Desejo força aos familiares para enfrentarem esse triste momento.

Fernando Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib)
O jornalismo brasileiro perdeu hoje um de seus grandes profissionais. Clóvis Rossi brindava seus leitores com textos e opiniões bem construídos e embasados. Em 2012, a convite do Congresso Judaico Latino Americano (CJL), foi à Polônia e a Israel, para ter um contato mais profundo com a história do Holocausto e com a situação do Oriente Médio.

Nem sempre estávamos de acordo com suas opiniões, que expressava de forma desinteressada e honesta, e muitas vezes teve a grandeza de voltar atrás, com posições abertas e democráticas. O Brasil e a comunidade judaica, em particular, vão sentir falta de seu jornalismo de qualidade.

Nota da Sabesp
A partida de Clóvis Rossi deixa uma grande lacuna no jornalismo brasileiro num período em que vozes com capacidade de discernimento, análise crítica e equilíbrio muitas vezes acabam sendo abafadas pela superficialidade, o sensacionalismo e as fake news. Que as suas lições de leveza, bom humor e objetividade continuem a repercutir nas próximas gerações do nosso jornalismo.

Domingos Meirelles, presidente da Associação Brasileira de Imprensa  
Com a sua morte, morreu também um pouco de uma geração que exercia o jornalismo com nobreza, ética, paixão e profundo respeito pela notícia e pelos seus leitores. O jornalismo não tem como repor a perda irreparável de um dos talentos mais exuberantes do nosso tempo.

Sérgio de Azevedo Redó, presidente da Associação Paulista de Imprensa   
Clóvis Rossi sempre será um divisor de águas no jornalismo brasileiro em razão de sua capacidade técnica e analítica da informação, fruto do aprofundado estudo que fazia sobre cada tema a ser abordado. Os jornalistas de São Paulo estão profundamente consternados pela irreparável perda de um de seus mais importantes e emblemáticos profissionais da comunicação social do Brasil.

André Singer, professor de ciência política da USP 
Clóvis Rossi foi um exemplo de coerência democrática para a minha geração de jornalistas.

Nabil Bonduki, professor titular da ​FAU-USP (São Paulo, SP) 
Antes de conhecê-lo, admirava Clóvis Rossi como repórter, cobrindo o ocaso das ditaduras na Península Ibérica e na América Latina. Depois, nos quatro anos em que convivemos nesta Folha, passei a admirá-lo como ser humano excepcional. Nunca deixei de acompanhar suas excelentes análises.

Maria Arminda do Nascimento Arrudadiretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP
Em nome da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, lamentamos muitíssimo a perda deste grande nome do jornalismo brasileiro.

Júri do Maria Moors Cabot, da Universidade Colúmbia (EUA)  
Incansável repórter e brilhante colunista, Clóvis Rossi teve seu trabalho reconhecido não apenas no Brasil mas em toda a América. O júri do prêmio Maria Moors Cabot lamenta que o país não o terá mais justamente nestes tempos turbulentos, quando a excelência de seu trabalho é tão necessária.

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