Bolsonaro fala em reeleição e em entregar Brasil melhor em 2026

Para presidente, seu governo não tem sido alvo de escândalos de corrupção

Danielle Brant
Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (6) que entregará um país melhor a quem sucedê-lo em 2026, ou seja, após um eventual segundo governo dele. 

"Pegamos um país quebrado moral, ética e economicamente, mas se Deus quiser nós conseguiremos entregá-lo muito melhor para quem nos suceder em 2026", disse, em uma festa julina no Clube Naval, em Brasília. 

 
Presidente Jair Bolsonaro faz discurso na festa julina do Clube Naval, em Brasília - Reprodução Facebook

Até agora, Bolsonaro havia indicado o desejo de disputar a reeleição em 2022. Em 20 de junho, ele declarou que, se não houvesse uma boa reforma política, poderia concorrer novamente. "Se não tiver uma boa reforma política e se o povo quiser, estamos aí para continuar mais quatro anos", disse.

Neste sábado, o presidente disse ainda que seu governo não tem sido alvo de escândalos de corrupção. "Não temos, graças a Deus, nenhuma acusação de corrupção. Aquilo que parece que estava fadado a fazer parte de nossa história ficou para trás."

Contudo, seu ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de promover um esquema de candidaturas laranjas nas eleições de 2018.

No final de junho, Bolsonaro sinalizou sua candidatura à reeleição em discurso de improviso em Eldorado, cidade onde foi criado, no interior de São Paulo.

Questionado no mesmo dia se pretendia concorrer a um novo mandato, ele disse que descartaria a ideia se fosse aprovada “uma boa reforma política”. Do contrário, estaria à disposição dos eleitores.

“Olha, se tiver uma boa reforma política eu posso até, nesse caldeirão, jogar fora a possibilidade de reeleição. Posso jogar fora isso aí. Agora, se não tiver uma boa reforma política e se o povo quiser, estamos aí para continuar mais quatro anos.”

Nos bastidores, nomes da política já trabalham com a possibilidade de Sergio Moro ser candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, conforme relatos à colunista Mônica Bergamo.
 

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