Descrição de chapéu Lava Jato

Após decisão de Gilmar, juiz da Lava Jato solta cunhado de Marcelo Odebrecht

Ministro do STF retirou da 13ª Vara Federal de Curitiba a competência para atuar em atos envolvendo a 63ª fase da operação

Katna Baran
Curitiba

O juiz Luiz Antonio Bonat determinou nesta quinta-feira (5) a soltura do ex-diretor jurídico da Braskem, empresa do grupo Odebrecht, Mauricio Ferro, cunhado de Marcelo Odebrecht.

O magistrado atendeu decisão de quarta-feira (4) do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

O executivo Maurício Ferro, ex-diretor jurídico da Odebrecht, é levado pela Polícia Federal durante a 63ª fase da Operação Lava Jato
O executivo Maurício Ferro, ex-diretor jurídico da Odebrecht, é levado pela Polícia Federal durante a 63ª fase da Operação Lava Jato - Marcelo Gonçalves - 21.ago.2019/Sigmapress/Folhapress

O ministro retirou da 13ª Vara Federal de Curitiba a competência para atuar em atos envolvendo a 63ª fase da Operação Lava Jato e transferiu o caso para Brasília. Ele entendeu que a investigação não está diretamente relacionada aos desvios na Petrobras.

Assim, o advogado Nilton Serson, alvo da mesma etapa da investigação, também será solto. Ambos estavam presos em Curitiba desde o dia 21 de agosto.

Outras medidas impostas contra eles, como restrição de bens e valores e retenção de passaportes, também foram revogadas.

Na decisão, Bonat destacou que a reclamação julgada por Mendes é procedente somente em relação ao caso envolvendo o ex-ministro Guido Mantega, mas apontou que a decisão “declarou a nulidade dos atos decisórios” com a suspensão das medidas impostas em Curitiba, caso da prisão de Ferro e dos demais atingidos na mesma fase da Lava Jato.

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