Meu governo em Jaboticabal não será de continuísmo, diz Vitório de Simoni em sabatina da Folha

Candidato à prefeitura da cidade no interior paulista pretende construir três poços artesianos profundos

Ribeirão Preto

Atual vice-prefeito de Jaboticabal (a 342 km de São Paulo), Vitório de Simoni (MDB) disse que seu eventual governo não será uma continuação do mandato de José Carlos Hori (Cidadania), que hoje governa a cidade.

A afirmação foi feita durante sabatina da Folha. O candidato do MDB foi o primeiro dos concorrentes à prefeitura a ser sabatinado.

“Com toda certeza, minha candidatura, sempre disse isso desde o início, é uma candidatura independente. Minha gestão será completamente diferente da atual gestão”, disse.

Vitório disputa a eleição sem apoio do prefeito, que governa Jaboticabal pela terceira vez. Conhecida como Athenas Paulista, mas também já chamada de Cidade das Rosas e de Cidade da Música, Jaboticabal tem cobertura completa da Folha durante as eleições municipais deste ano.

Os candidatos, e a própria dinâmica local, estão sendo acompanhados diariamente pelo jornal, assim como ocorre nas eleições em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro.

“Respeito as decisões, as tomadas de atitudes da atual administração do prefeito José Carlos Hori, respeito, porém não concordo com muitas delas. Por isso que quero ser prefeito agora, para poder fazer do meu jeito, administrar da forma como acho que deve ser”, disse durante a sabatina.

O candidato Vitorio de Simoni (MDB), em campanha em Jaboticabal no último dia 14
O candidato Vitório de Simoni (MDB), em campanha em Jaboticabal no último dia 14 - Eduardo Anizelli/Folhapress

As sabatinas irão ar sempre às 9h. Nesta terça-feira (20) será sabatinado Professor Emerson (Patriota), ex-vereador que disputa a prefeitura pela terceira vez. O ex-prefeito José Giácomo Baccarin (PT), que governou Jaboticabal de 1989 a 1992, será o entrevistado da quarta-feira (21).

A sabatina de Marcos Bolsonaro (PSL), estreante na política, será publicada na quinta (22). O encerramento será com Professor João (DEM), também ex-vereador, na sexta-feira (23).

Os cinco candidatos serão sabatinados pelos jornalistas Eduardo Scolese, editor de Poder da Folha, e Marcelo Toledo, correspondente da Folha em Ribeirão Preto, na região de Jaboticabal.

Vitório também elogiou a atual gestão. Disse que as ações do governo na pandemia foram rápidas e eficazes e contribuíram para que Jaboticabal não tivesse a situação agravada. Também afirmou que o relacionamento com Hori é respeitoso.

De acordo com ele, entre as primeiras medidas que tomará, caso eleito, está a necessidade de empregabilidade, o que fará com facilitações para a abertura de empresas, mesmo que seja necessário alterar a lei do zoneamento urbano e uso do solo.

“Política de tolerância zero para não perder nenhuma empresa no nosso município. Se for necessário, alteraremos zoneamento de rua ou bairro para a empresa poder abrir o negócio, obviamente dentro da legalidade.”

Ele disse ainda que reduzirá os cargos de confiança e que, para solucionar a falta d’água na cidade, construirá três poços artesianos profundos, com recursos em outras esferas governamentais.

Uma campanha parelha, problemas estruturais e a atuação restrita da imprensa profissional são alguns dos ingredientes que tornam interessante a cobertura jornalística nessa cidade de 77 mil habitantes.

Jaboticabal, ao contrário do que já ocorre em outras localidades menores, não tem uma TV (comunitária ou educativa) para a transmissão do horário eleitoral gratuito, o que faz com que a campanha seja diferente das disputas dos grandes centros.

Além dos ingredientes políticos colocados na disputa deste ano, Jaboticabal foi escolhida pela Folha por ser uma cidade com forte peso educacional, com quatro universidades ou centros universitários, e também se destacar economicamente na agricultura e nas indústrias de alimentação e cerâmica.

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