Por trás desse broche existe um ser humano, diz em vídeo senador flagrado com dinheiro na cueca

Chico Rodrigues divulgou uma gravação aos colegas para se defender do caso

Brasília

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) enviou nesta terça-feira (20) um vídeo aos colegas para se defender no caso dos R$ 33,1 mil escondidos na cueca.

Na gravação, Rodrigues lê um texto e afirma que escondeu o dinheiro “num ato de impulso”, para proteger valores que seriam destinados a pagar salários de funcionários que trabalham com ele.

“Eu nunca tinha sido acordado pela polícia. Acordei em meio a pessoas estranhas em meu quarto”, afirmou.“Num ato de impulso protegi o dinheiro do pagamento das pessoas que trabalham comigo. Se levassem esse dinheiro, ninguém ia receber esta semana.”

De acordo com informação da Polícia Federal enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) na semana passada, o parlamentar escondeu R$ 33.150 na cueca. Desse total, R$ 15 mil em maços de dinheiro estavam entre as nádegas.

Rodrigues foi alvo de uma operação contra desvio de recursos da Saúde para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. “Por trás desse broche de senador, existe um ser humano”, diz o parlamentar no vídeo, de dois minutos de duração.

“Não era dinheiro de corrupção. Só consegui falar agora porque ainda estava sem forças, e ainda estou. Permitam-me explicar, não me condenem previamente.”

O senador pediu afastamento do mandato nesta terça-feira (20). Inicialmente, de acordo com os advogados do senador, o afastamento solicitado foi pelo período de 90 dias. "Pediu 90 dias, irrevogável, irretratável e sem recebimento de salários no período", afirmou a defesa do senador, em nota.

No início da tarde, Rodrigues alterou o período, ampliando para 121 dias, abrindo, assim, caminho para que seu filho e suplente, Pedro Arthur Rodrigues (DEM-RR), assuma o mandato.

Rodrigues era vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Casa e deixou o posto. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal, em Boa Vista, em operação que apura desvios em verbas de combate à Covid-19 na última quarta-feira (14).

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