Descrição de chapéu Folhajus STF

Marco Aurélio aparece com a cabeça enfaixada em sessão do Supremo após cirurgia

Magistrado retira carcinoma, diz estar bem e participa de sessão de julgamentos da Primeira Turma do Supremo

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Brasília

O ministro Marco Aurélio Mello apareceu com a cabeça enfaixada na sessão desta terça-feira (6) da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

O magistrado afirma que teve que retirar um pequeno carcinoma e que já está tudo bem. O ministro tem 74 anos e irá se aposentar devido à idade em julho, quando completará 75 anos.

“Fui tirar um carcinoma, um cancerzinho que não apresenta metástase”, afirmou à Folha.

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, durante sessão do tribunal por vídeo conferência
O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, durante sessão do tribunal por vídeo conferência - Reprodução/STF

Em setembro do ano passado, o ministro foi submetido a uma cirurgia no joelho direito em razão de um problema em um dos meniscos. “Ante o que eu tive nesse último período, há um olho grande na minha cadeira, a querem mais cedo”, disse, aos risos.

Flamenguista, inicialmente o ministro disse em tom de brincadeira que a faixa na cabeça se devia a uma disputa de bola aérea com um zagueiro do Madureira, que enfrentou o Flamengo um dia antes pelo Campeonato Carioca.

“Cabeceei a gol e trombei com um jogador do Madureira. Ele tinha a cabeça mais dura do que eu.”

Por meio de nota, a assessoria do Supremo informou que a cirurgia foi realizada na manhã desta terça-feira e que o ministro está liberado para seguir em atividade. "Como este tipo de lesão não provoca metástase, com a retirada não será necessário nenhum tipo de tratamento posterior", informou a assessoria.

Marco Aurélio participa normalmente dos julgamentos. A sessão ocorre por videoconferência, e o magistrado está em sua casa. Estão na pauta da turma diversos processos, a maioria deles criminal.

No primeiro deles, por unanimidade a Primeira Turma rejeitou habeas corpus do delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul Omar Sena Abud, que pedia o arquivamento da investigação contra ele por embaraçar investigações de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

No último domingo, Marco Aurélio criticou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de liberar a realização de cultos e missas. Na semana passada, em entrevista à Folha, o ministro classificou como “ruim” as trocas do presidente Jair Bolsonaro no Ministério da Defesa e no comando das Forças Armadas.

Derrota à Lava Jato na Segunda Turma

Na Segunda Turma, por sua vez, a corte impôs mais uma derrota à Lava Jato. O colegiado arquivou a investigação contra o ex-senador e ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo.

Ele foi denunciado pela operação em agosto do ano passado por corrupção e lavagem de dinheiro. Seis dias depois, a 13ª Vara Federal de Curitiba recebeu a denúncia e abriu ação penal para apurar a acusação de que recebeu R$ 3 milhões de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, para que os executivos da empreiteira não fossem convocados para depor na CPI que investigou casos de corrupção na Petrobras.

Em setembro de 2020, o Supremo já havia suspendido a tramitação da ação. Agora, ela foi arquivada. Os ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Ricardo Lewandowski votaram nesse sentido, enquanto Edson Fachin e Cármen Lúcia ficaram vencidos.

A maioria dos magistrados também revogou a decisão da Lava Jato de bloquear os bens do ministro do TCU.

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