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Delegado acusa ex-chefe da Polícia de esvaziar investigação
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DO RIO
Em depoimento prestado na segunda-feira (14) à corregedoria da Polícia Civil, o delegado Cláudio Ferraz, titular da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), acusou o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Allan Turnowski de ter tentado inúmeras vezes afastá-lo da função e de esvaziar investigações sobre o envolvimento de políciais com milícias.
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Policiais ligados a Turnowski foram presos durante a Operação Guilhotina, entre eles seu ex-braço direito, o delegado Carlos Oliveira.
Turnowski será indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de violação de sigilo funcional. Ele é suspeito de ter alertado um inspetor da Polícia Civil, supostamente envolvido com milícia, sobre a operação da Polícia Federal contra milicianos e desvios de armas de traficantes.
| Vanor Correia/Divulgação | ||
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| O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça, após operação que prendeu policiais |
Ontem (16) pela manhã, em entrevista à rádio Bandnews, o delegado negou ter alertado o inspetor a respeito da operação.
O ex-chefe da Polícia era esperado ontem na sede da Polícia Federal para prestar depoimento. Porém, não apareceu. Nova data foi marcada para sexta-feira (18).
Em seu depoimento à corregedoria, o delegado Claudio Ferraz disse que começou a sofrer perseguições, após o lançamento do livro "Elite da Tropa 2" no fim do ano passado _Ferraz é um dos autores do livro.
"Algumas histórias contadas na obra em tom de ficção deram origem, na vida real, ao desencadeamento da operação Guilhotina", disse o delegado. Segundo ele, após a publicação começaram "ondas de boatarias" de que ele estaria envolvido com corrupção.
A Folha não conseguiu falar com o ex-chefe da Polícia Civil.
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