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Não admito apologia ao homossexualismo, diz Bolsonaro
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) fez mais declarações polêmicas nesta quinta-feira. Em entrevista à rádio Estadão-ESPN, Bolsonaro afirmou que não admite "apologia ao homossexualismo", ao criticar o que ele chama de "kit gay" --vídeos anti-homofobia que o Ministério da Educação estuda distribuir às escolas.
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Para o deputado, a "briga" entre ele e a comunidade gay não tem nenhuma relação com homofobia. "Atenção pais: os seus filhos vão receber um kit que diz que é pra combater a homofobia, mas que na verdade estimula o homossexualismo. Para mim isso é grave. Eu não admito você fazer apologia ao homossexualismo, idolatrar o homossexual", disse Bolsonaro.
Questionado pela rádio sobre como seria se ele tivesse um filho gay, o deputado disse acreditar que homossexualismo é uma questão de educação. "Eu não corro esse risco, eduquei muito bem meus filhos. Nós somos produto do meio. Eu sou contra a adoção por casais homossexuais. Se qualquer um de nós for criado por um homossexual, com toda certeza vai ser um homossexual", afirmou.
Na entrevista, Bolsonaro fala ainda sobre um suposto aumento do número de gays atualmente. Para ele, há mais gays hoje por conta de "consumo de drogas, promiscuidade, o meio em que ele [o jovem] acaba vivendo, achando que tudo democrático é bacana, tudo é culpa da ditadura". O deputado aproveitou o espaço também para "saudar" os militares pelo 31 de março, data do golpe militar de 1964.
| Editoria de arte/Editoria de Arte/Folhapress | ||
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POLÊMICA
A polêmica envolvendo o deputado começou na segunda-feira (28). No quadro 'O Povo Quer Saber', do programa CQC, da TV Bandeirantes, a cantora Preta Gil perguntou como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra.
O parlamentar, que tem um extenso histórico de polêmicas relacionado a direitos civis e humanos, respondeu: 'Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu.'
Bolsonaro alegou não ter tido a intenção de fazer nenhuma declaração racista. Disse que, na realidade, pensou que a pergunta se referisse a um relacionamento gay. 'Essa se encaixa na resposta que eu dei. Para mim, ser gay é promíscuo, sim'.
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