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Clubes querem empurrar gastos da Copa para as prefeituras

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A quatro meses da Copa, Atlético-PR, Corinthians e Internacional, donos dos únicos três estádios particulares do Mundial, querem dividir a conta com as prefeituras.

As arenas não são a razão do impasse. Os clubes não querem pagar o aluguel de estruturas temporárias nos arredores dos estádios, cujo custo é de, ao menos, R$ 40 milhões por cidade-sede.

Mas os contratos firmados com a Fifa dizem que esses custos devem ser bancados pelos donos dos estádios: no caso, os clubes.

O resultado desse impasse é que o poder público deve assumir grande parte dessas responsabilidades, que são exigências da Fifa para a realização da Copa.

As estruturas temporárias que devem ser alugadas compreendem estrutura de mídia na área externa do estádio, centros de tecnologia da informação, espaços de credenciamento e áreas comerciais para parceiros da Fifa.

No caso de São Paulo, a prefeitura já definiu com o Corinthians que bancará parte da responsabilidade que seria originalmente do clube. Mas há indefinições.

O Corinthians teria que alugar estruturas para tecnologia da informação, mas ainda discute essa obrigação.

A Prefeitura de Curitiba também diz ter assumido parte das responsabilidades sobre o aluguel das instalações complementares.

O Atlético-PR teria de providenciar a parte elétrica desses itens e do ar condicionado para as tendas. No entanto, o clube não pretende gastar mais com a Copa.

"A gente tem um compromisso assinado no passado", afirma Reginaldo Cordeiro, secretário da Copa de Curitiba, garantindo que a responsabilidade é do clube.

Em Porto Alegre, a briga é mais intensa. O Internacional se recusa a gastar qualquer quantia com esses materiais.

O argumento usado pelos três clubes é o mesmo: eles se comprometeram a entregar seus estádios no padrão exigido pela Fifa e nada mais.

No entanto, um aditivo do "Stadium Agreement", contrato para o estádio sediar a Copa, diz que o dono do estádio se responsabiliza pelo aluguel dessas estruturas.

A Prefeitura de Porto Alegre reafirma que, "contratualmente, a obrigação sobre as temporárias é do detentor do estádio, no caso de Porto Alegre, o Internacional".

Ontem, o presidente do clube, Giovanni Luigi, disse em entrevista à rádio Gaúcha que há risco de a cidade ficar sem a Copa devido ao impasse sobre as estruturas temporárias. Afirmou que a "sociedade gaúcha" precisa se articular para garantir a realização do evento.

O tema deverá ser discutido na semana que vem, quando o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, estará no Brasil. Nesta passagem pelo país, o cartola visitará Manaus, Brasília e Porto Alegre.

Jefferson Bernardes -31.jan.2014/AFP
Trabalhadores andam no gramado do Beira-Rio
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