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Brasil
14/11/2008 - 18h46

Presidente do TSE diz que Chinaglia usou palavras "agressivas", mas que não guarda mágoa

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, confidenciou nesta sexta-feira ter ficado surpreso ao ler as declarações do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a seu respeito. O petista reagiu à cobrança de Ayres Britto para que a Casa cumpra a resolução que trata de fidelidade partidária. Para o ministro, as palavras de Chinaglia foram "ásperas" e "agressivas".

"Eu me surpreendi. Para minha surpresa e desagrado, senti um tom áspero e agressivo mesmo [nas declarações]. Mas, desde que possa administrar esse impasse nos marcos da institucionalidade, tenho toda a pré-disposição para virar a página. Até porque no plano pessoal, meu baú de guardar mágoas tem o fundo aberto. É da minha natureza", disse.

Ayres Britto se esforçou para pôr um ponto final no embate que o envolve com Chinaglia. Mantendo seu estilo poético e musical, o ministro optou pela metáfora ao tratar do caso.

"Confesso que no momento não me preocupei com ele, mas comigo. Como aquela música do Djavan, 'Flor de Liz', eu pensei: onde foi que eu errei?", reagiu o presidente do TSE, informando que leu e releu as reportagens nas quais apareciam suas palavras e não identificou nada que considere "excessivo" ou "desrespeitoso".

Ayres Britto reiterou ainda que não há crise institucional envolvendo o Judiciário e o Legislativo. "Nem eu sou o presidente do Judiciário, nem ele é o presidente do Congresso Nacional [no caso o Legislativo]", disse.

Ontem, ao ser questionado por jornalistas se iria cumprir a resolução do TSE referendada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que determina a perda de mandato de parlamentares que trocaram de legenda fora dos prazos fixados, Chinaglia reagiu.

Do plenário da Câmara, o petista criticou o Judiciário, levantou a possibilidade de Ayres Britto estar interferindo no Legislativo e sugeriu que o ministro se contivesse nas suas atitudes e palavras. "Pedirei que o presidente do TSE se contenha e não faça cobranças públicas porque serei obrigado a cobrá-lo também", disse Chinaglia.

A reação do presidente da Câmara se referiu especificamente ao caso do deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), que trocou o DEM pelo PRB fora do prazo fixado pelo TSE, mas teve o mandato preservado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa. Para Ayres Britto, a Câmara deve substituir o deputado por seu suplente. Mas Brito Neto avisou que vai recorrer à decisão do TSE.

Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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