Mundo
01/04/2008 - 09h11

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano John McCain iniciou nesta semana uma viagem biográfica pelos Estados Unidos. No roteiro, estão paradas estratégicas em locais importantes de sua trajetória, incluindo instituições militares nas quais atuou.

Nesta viagem, o tom dos discursos mudou. Em invés de economia, críticas aos democratas ou Guerra no Iraque, McCain fala de seus valores morais e familiares e ressalta que é filho e neto de almirantes. A mudança marca a nova fase de McCain que tenta fortalecer sua figura pública e atrair o eleitorado para as eleições presidenciais de 4 de novembro.

Se McCain adaptou seu discurso a sua turnê biográfica, o democrata Barack Obama molda sua já famosa retórica ao eleitorado de trabalhadores brancos da classe média típico da Pensilvânia, local das próximas primárias democratas, em 22 de abril.

Em um Estado tido como muito favorável a sua rival democrata, Hillary Clinton, Obama decidiu falar de questões mais adequadas à difícil realidade deste eleitorado, "um discurso de minorias", de acordo com o senador do Estado, Bob Casey.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"USA Today" (EUA)
McCain tenta atrair eleitores com seu legado militar

Reprodução
USA Today
USA Today

John McCain começou nesta segunda-feira uma campanha para atrair eleitores com seu legado militar, um movimento inteligente do provável candidato republicano para se definir como o candidato que tem a experiência em segurança nacional que falta aos rivais democratas.

Barack Obama e Hillary Clinton, enquanto isso, ainda estão consumidos em uma crescente batalhe para ganhar a nomeação democrata, uma disputa que alguns membros do partido temem que os enfraquecerá na eleição presidencial.

McCain emergiu vitorioso na nomeação republicana há várias semanas. E com sete meses até a eleição geral de novembro, as pesquisas indicam que será um disputa acirrada, seja com Obama ou Hillary.

Em seu discurso nesta segunda-feira, McCain definiu-se como um patriota nascido em uma família de guerreiros norte-americanos devotados a honra, coragem e dever.

"The New York Times" (EUA)
Obama adapta sua retórica para os trabalhadores

Reprodução
NY Times
NY Times

O discurso é sua espada finamente polida, uma arma transcendental. Visto e ouvido em milhares de posts no Youtube, os discursos do senador Barack Obama tornara-se um acontecimento na velha política tradicional, o discurso itinerante.

Mas Obama utilizou mais sua espada nos últimos dias. Ele está adaptando sua retórica em uma linguagem mais prosaica dos insatisfeitos trabalhadores brancos da classe média, ajustando-a para o terreno menos receptivo que é a Pensilvânia. Seu tipo preferido de discurso agora é o encontro na prefeitura.

Por isso, na cidade de Johnstown, uma cidade pequena e economicamente em crise, Obama falou, no sábado (29), sobre a realidade para uma cidade que é listada em última lugar pela lista do Census Bureau de cidades que atraem trabalhadores norte-americanos.

Sua companhia de viagem, o senador Bob Casey, democrata da Pensilvânia, introduziu o candidato como um "lutador das minorias para um Estado das minorias".

"The Wall Street Journal" (EUA)
Hillary perde confiança

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Nas semanas anteriores às primárias da Pensilvânia, a senadora Hillary Clinton não apenas perde a corrida por delegados para o senador Barack Obama como também está perdendo terreno na batalha pelos eleitores da Pensilvânia.

O debate sobre seu relato exagerado da viagem à Bósnia deixou Hillary confrontando sua menor taxa de aprovação desde abril de 2006, de acordo com a última pesquisa divulgada pelo Wall Street Journal/NBC News.

De acordo com a pesquisa, 29% dos cerca de mil entrevistados disseram que tem uma visão muito negativa de Hillary, comparado com 15% do senador Obama e 12% do senador John McCain, provável candidato republicano.

Uma pesquisa do instituto Pew Research liberada na semana passada mostra que 29% dos eleitores democratas descrevem Hillary como "ultrapassado", comparado com 14% de Obama.

"The Washington Post" (EUA)
Enquanto os rivais batalham, McCain constrói a máquina de novembro

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Enquanto seus rivais democratas debatem, o senador John McCain movimenta-se para transformar sua desorganizada campanha pelas primárias em uma operação para as eleições gerais levantando a arrecadação de verbas, estabelecendo o controle sobre o comitê republicano nacional e iniciando uma conversa com eleitores que vivem em Estados onde ele não fez campanha ainda.

Uma das primeiras decisões de McCain foi estabelecer uma nova e arriscada estrutura de campanha que confiará em dez "gerentes regionais" que tomarão decisões diárias nos Estados sobre suas direções, segundo dizem seus assessores. Os diretores irão se reunir hoje no Novo México para definir as estratégias com os diretores estaduais do Partido Republicano.

Alguns estrategistas republicanos afirmaram que McCain não fez o melhor uso de seu tempo extra concedido pela prolongada batalha democrata pela nomeação. Eles criticaram o ritmo e a direção de suas decisões e questionaram porque o senador por Arizona não realizou mais eventos de arrecadação de fundos para reduzir o grande vão financeiro entre ele e seus rivais democratas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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