Mundo
10/04/2008 - 11h40

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

Chelsea Clinton, filha da pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton e do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, tem atuado como uma das maiores propagandistas de sua mãe. Com uma agenda de eventos de campanha quase tão cheia quanto a da própria Hillary, Chelsea viaja por universidades e colégios de todo o país para conversar com os jovens.

E nestes encontros, ela enfrentou questionamentos sobre a maior polêmica da vida política da família Clinton: o caso Mônica Lewinsky. E se antes ela respondia dizendo simplesmente que "não era da conta de ninguém", agora ela mesma cita o escândalo e afirma, convicta, que isso não influencia a possível Presidência de sua mãe.

Enquanto Chelsea conquista o apelo dos jovens, Hillary enfrenta a queda em sua vantagem na Pensilvânia, onde é tida como favorita nas primárias de 22 de abril. Na tentativa de reverter este quadro, a senadora foca agora nas jovens mulheres dos subúrbios da cidade de Filadélfia. O outro pré-candidato democrata, Barack Obama, já está na cidade para investir neste mesmo eleitorado e tentar diminuir ainda mais a margem de Hillary.

Veja a repercussão da corrida à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"The Washington Post" (EUA)
Chelsea Clinton encontra sua voz

Reprodução
Wasington Post
Wasington Post

Com pouca pompa um outro dia, Chelsea Clinton fez o que ninguém ao seu redor deve jamais fazer: ela voluntariamente abordou o escândalo de Mônica Lewinsky.

Falando para uma platéia de estudantes e recontando a história de sua mãe com os republicanos, a mais jovem Clinton falou por um minuto sobre o senador Lindsey Graham, que como um membro da Casa de Representantes (Câmara dos Deputados) durante as audições do impeachment contra o presidente Bill Clinton foi "uma das pessoas que processou meu pai na década de 90", disse Chelsea.

Sobre Graham, Chelsea disse que "não é uma das pessoas que você pensaria ser um aliado de alguém com o sobrenome Clinton". Nem menos alguém que a audiência do discurso esperaria que ela mencionasse. Mas se sua autoconfiança foi uma surpresa, foi também parte de uma rápida evolução de Chelsea, que foram de uma apoiadora de Hillary Clinton que ficava atrás dos panos para a mais efetiva defensora de sua mãe. Capaz inclusive de engajar-se em discussões políticas detalhadas tão bem como explicar como a senadora por Nova York "equivocou-se" na descrição da chegada a Bósnia, sob a mira de franco-atiradores.

"Wall Street Journal" (EUA)
Hillary e Obama lutam pelo voto das mulheres nos subúrbios da Filadélfia

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Com as pesquisas indicando uma disputa mais acirrada na Pensilvânia, ambos os candidatos estão se esforçando para arrematar um importante eleitorado: as jovens, escolarizadas mulheres que moram nos subúrbios da Filadélfia.

O senador Barack Obama retornou nesta quarta-feira para estes campos de batalha dos subúrbios e a senadora Hillary Clinton irá até lá mais tarde na semana.

Hillary teve um bom desempenho no país entre eleitores mais velhos e mulheres e pesquisas mostram que ela continua a ir bem entre os grupos na Pensilvânia. Obama vai bem entre eleitores de classes mais altas, mas os condados do subúrbio da Filadélfia permanecem melhores que o resto do Estado.

Isso significa que a Guerra no Iraque poderia ser de grande importância nos subúrbios que em qualquer outro lugar. em 2006, uma forte corrente de oposição á administração Bush nos subúrbios colocou dois distritos congressionais sob o controle democrata.

"New York Times" (EUA)
Política externa: dois grupos republicanos buscam a atenção de McCain

Reprodução
New York Times
New York Times

Senador John McCain tornou, por muito tempo, suas décadas de experiência em política internacional e segurança nacional a peça central em sua identidade política e sugere que ele traria à Casa Branca uma visão completamente formada do mundo.

Mas agora um componente do grupo de política externa do Partido Republicano-- os auto-intitulados pragmáticos, alguns dos quais vêem o conflito no Iraque ou sua execução como um erro-- está preocupado que McCain possa estar sob crescente influência de um outro grupo, os neoconservadores, aqueles cujo pensamento dominou o primeiro mandato do presidente Bush e teve um papel fundamental na execução da intervenção norte-americana no Iraque.

As preocupações surgiram nas semanas em que McCain tornou-se o provável candidato republicano à nomeação e começou a selecionar, mais definitivamente, uma lista de conselheiros em política internacional. Entre os nomes desta lista, estão muitos proeminentes os conselheiros neoconservadores, incluindo Robert Kagan, um autor que ajudou a escrever muito do discurso sobre política externa que McCain proclamou em Los Angeles em 26 de março, no qual ele descreveu-se como "um idealista realista". Outros incluem o analista de segurança Max Boot e uma ex-embaixador dos Estados unidos, John R. Bolton.

"USA Today" (EUA)
Elizabeth Edwards apóia os planos para a saúde de Hillary Clinton

Reprodução
USA Today
USA Today

Elizabeth Edwards endossou nesta quarta-feira os planos para a saúde pública da senadora Hillary Clinton-- possivelmente o mais próximo que qualquer candidato presidencial democrata chegará de um endosso do ex-rival John Edwards ou de sua mulher.

Tanto Hillary quanto o senador Barack Obama estiveram procurando o apoio de John Edwards, cujo Estado natal, Carolina do Norte, realizará primárias em 6 de maio com 115 delegados em jogo.

"Ambos os candidatos chamaram John e queriam conversar com ele, e nós continuamos a falar com eles sobre o que estava acontecendo, mas nós pensamos que o que temos a oferecer a eles não é muito um endosso e sim uma perspectiva sobre o que nós descobrimos quando cruzamos o país sobre o que as pessoas pensam ser assuntos importantes e as soluções que parecem mais realistas", disse Elizabeth Edwards em uma entrevista à rede de televisão norte-americana ABC.

Elizabeth Edwards, que descobriu no ano passado que o câncer que ela pensou que havia combatido voltou, disse que prefere os planos de saúde pública de Hillary, que exigiriam que todos tivessem seguro saúde e ofereceria assistência àqueles que não podem pagar um particular.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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