Mundo
15/05/2008 - 11h12

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

Colaboração para a Folha Online

O democrata John Edwards endossou nesta quarta-feira o pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama. O apoio de Edwards, que desistiu da corrida democrata pela nomeação há três meses, era aguardado pelos candidatos já que ele é considerado muito popular.

Seu apoio vem em um momento crucial para Obama já que Edwards, ex-governador da Carolina do Norte, pode ajudá-lo a conseguir o apoio dos trabalhadores brancos, o grupo demográfico mais fiel à também pré-candidata democrata Hillary Clinton.

"Os eleitores democratas na América fizeram suas escolhas e eu também", disse Edwards, ao lado de Obama em um comício em Grand Rapids, Michigan. "Há um homem que sabe em seu coração que é hora de criar uma América e não duas, e esse homem é Barack Obama", afirmou.

Nesta quinta-feira, o provável candidato republicano John McCain irá a Ohio onde descreve em detalhes as "condições" que quer conquistar quando seu primeiro mandato como presidente acabar.

Ele diz que focará "todos os poderes do escritório, toda habilidade e toda força que possuo" para transformar o futuro em uma realidade e afirma que a Guerra no Iraque acabará até 2013.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"The Washingnton Post"(EUA)
McCain: Guerra do Iraque pode ser ganha até 2013

Reprodução
Washington Post
Washington Post

O provável candidato republicano John McCain falará nesta manhã que a Guerra do Iraque pode ser ganha e que a maioria das tropas norte-americanas podem vir para casa até 2013, se ele for eleito presidente. Esta é uma posição que lembra muito a postura de seus rivais democratas.

De acordo com trechos do discurso divulgados à imprensa, McCain diz que que apenas um pequeno contingente de tropas --sem papel de combate-- ficarão no Iraque daqui a cinco anos. Ele prevê que a retirada será possível porque a rede terrorista al Qaeda será derrotada no Iraque e um governo democrata estará operando na nação.

Nos trechos, McCain descreve em detalhes as "condições que eu quero conquistar" quando seu primeiro mandato como presidente acabar. Ele diz que focará "todos os poderes do escritório, toda habilidade e toda força que possuo" para transformar o futuro em uma realidade.

McCain resistiu até agora a oferecer um prazo para a retirada das tropas norte-americanas, dizendo que fazê-lo seria irresponsável e daria aos terroristas um prazo de sua derrota.

"The Wall Street Journal"(EUA)
A estratégia de Obama para os pequenos "caucus"

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Para evidência da estratégia que tornou Barack Obama o mais provável candidato democrata, olhe para Nebraska, onde o candidato ganhou por uma pequena margem em uma primária pouco noticiada nesta terça-feira.

A vitória de Obama com 49% dos votos contra 47% de Hillary Clinton ganhou pouca atenção das campanhas e da imprensa porque os delegados do Estado, que votam na disputa pela nomeação, foram escolhidos em um "caucus" em fevereiro. Nesta disputa, onde o número de eleitores foi menor que a metade dos desta primária, Obama ganhou amplamente, com 68% dos votos contra 32% e ficou com oito delegados, um a mais que Hillary ganharia depois com sua vitória em Ohio, um Estado muito maior.

A diferença entre o "caucus" e as primárias de Nebraska ajudam a ilustrar como Obama fez um trabalho melhor que Hillary diante dos pequenos "caucus" de poucos eleitores, mas que se traduzem em grandes resultados.

Dos 19 "caucus" realizados em Estados e territórios dos EUA desde Iowa, Hillary ganhou apenas três.l Obama conquistou 145 delegados neste sistema de reuniões abertas onde eleitores se juntam para nomear delegados para as convenções estaduais. Estes 145 delegados representam 95% de sua atual margem sobre a rival Hillary.

"The New York Times"(EUA)
O efeito dos trabalhadores brancos

Reprodução
New York Times
New York Times

"Qual o tamanho do problema de Barack Obama diante os eleitores trabalhadores brancos?", perguntou Adam Nagourney, correspondente do "New York Times", após a derrota de Obama por 40 pontos percentuais para Hillary Clinton nas primárias de terça-feira na Virgínia Ocidental.

"E o que ele pode fazer --se há algo a fazer-- sobre isso a caminho das eleições gerais?".

Bem, usar um broche da bandeira dos Estados Unidos, como faz desde segunda-feira, pode ser um começo, mas há uma tática melhor: pegue o endosso de John edwards, o ex-candidato à nomeação democrata com altos registros de votos de trabalhadores.

Peter Slevin do jornal "The Washington Post" afirma que Edwards "tem sido cortejado intensamente por Obama e Hillary desde que deixou a corrida há três meses" e que o apoio político "envia um forte sinal de que Edwards, pelo menos, pensa que a batalha pela nomeação acabou".

"O valor dos endossos não é muito claro", escreve Jim Rutenberg do "The Times", "e Obama não foi muito ajudado quando Caroline Kennedy, o senador Edward M. Kennedy e outros proeminentes democratas apoiaram ele no começo do ano".

A decisão de Obama de fazer campanha em Michigan nesta quarta-feira mostra que ele reconhece sua importância para as eleições gerais. Ele falou à imprensa em Grand Rapids, onde ele fez seu comício com Edwards e "deixou claro" que ele não quer deixar espaço para os republicanos em Michigan a medida que ele desenha seu mapa para ganhar a Presidência em novembro.

"USA Today"(EUA)
Edwards endossa Obama

Reprodução
USA Today
USA Today

Democrata John Edwards endossou Barack Obama nesta quarta-feira, enquanto o pré-candidato tenta conquistar o voto dos trabalhadores brancos que tem sido eleitorado fiel de Hillary Clinton.

O endosso do ex-governador da Carolina do Norte, que usou temas populistas durante sua campanha, vem em um momento crucial da corrida pela nomeação: Hillary resiste em desistir de sua candidatura e Obama conquista efetivamente a liderança no número de delegados.

"Os eleitores democratas na América fizeram suas escolhas e eu também", disse Edwards, ao lado de Obama em um comício em Grand Rapids, Michigan. "há um homem que sabe em seu coração que é hora de criar uma América e não duas, e esse homem é Barack Obama", afirmou.

Ferrel Guillory, cientista político da Universidade da Carolina do Norte, disse que o apoio de Edwards "significa a consolidação do status de Obama como líder na corrida. E põe ele mais próximo da nomeação".

Comentários dos leitores
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. sem opinião
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Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
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