Mundo
24/09/2008 - 18h12

Obama se une a McCain contra crise, mas quer debate na sexta

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que pretende unir esforços ao adversário republicano John McCain para debater a crise financeira em Washington, mas defendeu a manutenção do debate presidencial marcado para sexta-feira (26).

"É exatamente o momento de os americanos ouvirem sobre o que acreditamos, conhecerem as propostas de quem vai liderar o país nos próximos quatro anos. É possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo", afirmou Obama, em resposta ao pedido de McCain para o adiamento do debate.

O democrata disse também que a crise financeira é "um problema que não é republicano, nem democrata, mas sim americano e, portanto, requer uma solução americana".

Um pouco antes, McCain havia anunciado que suspenderá sua campanha a partir de quinta-feira de manhã e voltará a Washington. McCain disse duvidar que o plano de socorro financeiro elaborado pela equipe do presidente George W. Bush, no valor de US$ 700 bilhões, seja aprovado pelo Congresso americano e sugeriu uma reunião bipartidária com líderes da Casa, Bush, ele e Obama.

"Eu liguei para o presidente para arranjar uma reunião entre as lideranças de ambas as Casas do Congresso, incluindo o senador Obama e eu. É hora de ambos os partidos se unirem para resolver esse problema." Na semana passada, McCain foi duramente criticado ao dizer que a economia americana "tem fundamentos sólidos". Agora, ele afirmou que a atual crise é a pior 'desde a Segunda Guerra Mundial".

No entanto, Obama afirmou que foi ele que telefonou para McCain na manhã desta quarta para convidá-lo a assinar um comunicado conjunto sobre as suas principais condições para a proposta do Tesouro. McCain concordou com a idéia à tarde.

"Vamos ser claros, o senador McCain está dirigindo sua campanha e eu a minha. Dado o fato dos dois partidos concordarem que a discussão da crise é mais importante do que o dia-a-dia da campanha política, vamos agir juntos, mas acredito que o debate deva acontecer na sexta-feira", acrescentou.

Desde o anúncio do plano de resgate financeiro do Tesouro americano no fim de semana, McCain e Obama questionaram o projeto e fizeram exigências. Entre as demandas de Obama estão a formação de uma comissão independente que verifique como a verba pública será gerenciada para apaziguar a crise e a garantia para os contribuintes (que segundo o democrata devem ser tratados como investidores) de que eles terão seu dinheiro de volta após a resolução do problema.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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