UE pede retomada do diálogo em Honduras
da Efe, em Bruxelas
da Folha Online
A Presidência da União Europeia (UE) disse neste domingo que está "preocupada" com a paralisação do cumprimento do Acordo de Tegucigalpa-San José em Honduras, e pediu às partes que retomem o diálogo "para o restabelecimento da ordem constitucional e democrática" no país.
Em nota, a Suécia, que tem a Presidência rotativa, lamentou o fim das negociações entre o presidente deposto, Manuel Zelaya, e o chefe de Estado interino, Roberto Micheletti, para a criação de um governo de união nacional e a possível restituição do líder deposto.
A UE também manifestou seu "firme apoio" aos esforços da Comissão de Verificação, estabelecida pelo Acordo de Tegucigalpa-San José, e ao trabalho da OEA (Organização dos Estados Americanos) e dos Estados Unidos para "facilitar o diálogo e assegurar a aplicação do pacto".
Nas últimas horas, Zelaya descartou qualquer possibilidade de voltar ao diálogo com Micheletti. Por meio de um porta-voz, disse que o acordo já não tem valor devido ao "descumprimento" de seus termos pela outra parte.
Na semana passada, após meses de negociações com o apoio da comunidade internacional e diante da pressão da missão diplomática dos Estados Unidos, as comissões assinaram a versão do Acordo de San José, texto elaborado pelo presidente da Costa Rica e mediador da crise, Oscar Arias, que inclui a formação de um governo de unidade nacional. O documento estabelece ainda que cabe ao Congresso decidir se Zelaya deveria retomar a Presidência.
Nesta sexta-feira (6), contudo, Zelaya afirmou que o acordo fracassou depois que o presidente interino Roberto Micheletti anunciou um governo de coalizão apenas com seus próprios ministros. Para a equipe interina, a proposta de governo de unidade não inclui nenhum partidário de Zelaya porque ele não enviou sugestões de nomes no prazo estabelecido.
Zelaya criticou o anúncio de Micheletti e disse que a responsabilidade de nomear um governo de união cabe à Comissão de Verificação.
O governo de Micheletti, por sua vez, indicou em comunicado que "dando novamente espaço de reflexão ao senhor Zelaya, o presidente Micheletti ratificou na sexta-feira sua disponibilidade em reconhecer que é importante uma espera durante este fim de semana para conseguir concretizar o governo de Unidade e Reconciliação".
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Ou então, por que não fazer como na aliada e democraticíssima Arabia Saudita onde o povo nem sabe o que vem a ser democracia? Rsrsrsrsrsrsrs
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