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Em resposta a Israel, palestinos condicionam paz a fim de colonização
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
As autoridades palestinas rejeitaram o comunicado de Israel deste domingo de que aceitava retornar às negociações diretas de paz, desde que "sem condições prévias".
Os palestinos reiteraram que só voltam a dialogar se os israelenses congelarem a construção de novos assentamentos judeus na Cisjordânia e aceitarem as fronteiras anteriores a 1967 como base para um acordo entre as partes.
Segundo informou escritório do premiê Benjamin Netanyahu, Israel aceitou a proposta do Quarteto para o Oriente Médio (formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU) para reiniciar nas próximas semanas o processo de paz com os palestinos.
O comunicado oficial também insta os palestinos a "fazer o mesmo e entrar em negociações diretas sem demora". "Israel recebe favoravelmente o pedido do Quarteto por negociações diretas e incondicionais entre nós e os palestinos", afirmou.
No Cairo, o negociador da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Saeb Erekat, disse que o comunicado israelense é um "exercício de ludibriar a comunidade internacional".
"Se (Netanyahu) aceita o comunicado do Quarteto, então deve anunciar que acabará com a colonização e aceitar as fronteiras de 1967, porque isso é claramente o que pede o Quarteto", afirmou Erakat. O comunicado israelense "é uma manobra que busca enganar a comunidade internacional".
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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| Fronteiras Israel / Palestina |
O ministro das Relações Exteriores egípcio, Mohamed Amro, reiterou o apoio à reivindicação palestina à ONU alegando falta de seriedade por parte de Israel para alcançar uma solução definitiva, segundo um comunicado oficial.
Em um texto publicado após o pedido palestino de adesão à ONU como Estado membro no último dia 23, o Quarteto propôs a retomada das negociações de paz com o objetivo de alcançar um acordo no mais tardar no fim de 2012. O processo de diálogo promovido por Washington está paralisado há mais de um ano.
Os palestinos consideram que no comunicado do Quarteto existe a exigência de acabar com a colonização e a referência das fronteiras de 1967, enquanto os israelenses acreditam que o comunicado não contém nenhuma "condição prévia" para a retomada das discussões.
A declaração pede que as duas partes se "abstenham de realizar atos provocadores" e reitera as obrigações dos dois resultantes do Mapa do Caminho de 2003, que exigia o fim da violência, do terrorismo e da colonização israelense.
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